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Lula cancela privatizações dos Correios e de outras nove estatais
Foto: Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou por meio de edição extra do Diário Nacional da União (DOU) desta quinta-feira (6), a retirada dos Correios e outras estatais de programas voltados para a privatização.

 

Foram excluídas, no total, sete empresas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e três do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).


Veja a lista abaixo:

 

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PND:


Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT);


Empresa Brasil de Comunicação (EBC);


Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev);


Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep);


Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro);


Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF);


Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec).


PPI:


Armazéns e imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab);


Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. - Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA);


Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras).


Todas essas estatais foram remetidas para os programas durante o governo de Jair Bolsonaro.


O presidente Lula assinou um despacho em 1º de janeiro deste ano, dia de sua posse, determinando a revogação de processos de privatização de oito estatais, incluindo a Petrobras e os Correios.

 

O Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos recomendou nesta quarta-feira (5), que o governo fizesse a exclusão dos Correios e da Telebras do PND.

 

O Ministério das Comunicações informou que o governo tem como objetivo "reforçar o papel destas empresas na oferta de cidadania e ampliar ainda mais os investimentos".

 

PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS


O ex-presidente Jair Bolsonaro entregou ao Congresso Nacional em fevereiro de 2021, o projeto de lei que abria caminho para a privatização dos Correios.

 

O governo Bolsonaro escolheu um modelo de privatização que previa a venda de 100% da estatal. À época, existia uma previsão de um leilão para concretizar a venda no 1º semestre de 2022.

 

No entanto, a privatização dos Correios travou no Senado, após ser aprovada pela Câmara.

 

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O grupo de transição propôs que a privatização da estatal fosse descartada.

 

Fonte: Revista Fórum

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