Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Há 173 quilômetros de Manaus, o município de Beruri é um dos tantos da mesorregião do Médio Solimões que ainda apresenta infraestrutura deplorável nos quesitos saneamento, saúde, educação, segurança, transporte e prestação de serviços ao cidadão local e aos que se deslocam até lá.
A cidade já foi governada (?) pelo marido da atual prefeita, José Domingos. Ao passar o bastão à mulher, nesses 3,5 anos, “nada ou quase nada mudou que seja motivo de registro positivo à administração da Dona Maria Lucir dos Santos de Oliveira”, apontam moradores.
De acordo com levantamento feito pelo “PORTAL DO ZACARIAS”, o pior dos "cartões postais" da cidade de Beruri é o Cemitério Municipal “Santa Rita”, a 200 metros do prédio da prefeitura e do entorno da zona comercial. Nessa área também ficam parte da rede hoteleira, bancária, Correios, restaurantes, cartório, farmácia e de conveniências.
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Do cemitério, construído em área de um antigo chavascal, apesar da Vigilância Sanitária Nacional ter notificado o município durante a escalada da pandemia da Covid-19, águas das sepulturas encharcadas escorrem pelas calçadas e tomam as vias de acesso ao Centro da cidade. Situação semelhante ocorre também com mais de 70% dos bairros da periferia entre os quais, o Areal e da orla fluvial.


Sepulturas alagadas expõem a falta
de respeito aos mortos da cidade
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Área reservada aos "soldados do Comando Vermelho"
no Cemitério Satã Rita, em Beruri (Foto: Divulgação)
Nas ruas do centro é possível registrar águas servidas saindo das "bicas" das casas e prédios sendo lançadas nas ruas e calçadas à céu aberto. Um desses momentos foi flagrado pela reportagem e logo à frente, ao largo das feirinhas improvisadas, “as vias se tornaram verdadeiras tábuas de pirulito”, ironiza um dos ex-prefeitos da cidade que passava no local.

Flagrante de uma das ruas mais esburacadas de Beruri, mesmo
sem chuviscos, a lama toca conta do leito e laterais da via
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Os buracos também na rua do hospital da cidade
A prefeita Maria Lucir dos Santos de Oliveira (MDB) tem apenas o ensino fundamental incompleto. Ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ao se candidatar declarou um patrimônio de R$ 500 mil. Já o vice-prefeito, Wulpicilander Ferreira Lima (MDB), apenas R$ 23 mil. Porém, Dona Maria Lucir (como é mais conhecida), “já tem casa boa na vizinha Manacapuru, onde passa a maior parte do tempo de trabalho entre essa cidade e a capital”, apontam opositores.
Enquanto isso, a cidade fica entregue à filha, Ranieri de Oliveira, secretária municipal de Finanças de Beruri (uma espécie de faz tudo na ausência da mãe). Em Manaus, o sobrinho de prenome Johny “é quem daria as cartas para a tia governar a cidade e decidir o destino da população”, reiteram opositores.
O desenho da cidade de Beruri, segundo jovens formandos, "é quase o mesmo deixado negativamente pelo ex-prefeito Zé Domingos”. Segundo eles, “até aqui, não tivemos em nenhum governo um conjunto de serviços fundamentais para garantir o desenvolvimento socioeconômico do município”.
Nesse sentido, enfatizaram fontes, a avaliação é tal que o dinheiro público “voltou a circular nas mãos dos mesmos grupos de antes", compostos de parentes, aliados, cabos eleitorais e de empresários que financiam políticos a partir da cidade de Manacapuru (mais conhecida como a Meca do Médio Solimões) e de Manaus”.
A cidade de Beruri, segundo dados extraoficiais, em quatro décadas só experimentou um rápido progresso à 'época, o governador Gilberto Mestrinho (nascido em Lábrea, no Purus), quando ocorreram melhorias no saneamento básico, transporte, saúde, educação, energia e telecomunicação. De lá prá cá, “tudo se deteriorou e continuamos com falta de infraestrutura na cidade”.
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