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Petrobrás: Investimentos estão em baixa enquanto mercado pressiona por distribuição de dividendos
Foto: Reprodução

A Revista Fórum entrevistou Felipe Coutinho, engenheiro químico e presidente da Associação de Engenheiros da Petrobrás (Aepet) para entender dilema da estatal que decidirá sobre pagamento de acionistas

A distribuição de dividendos extraordinários da Petrobrás é um tema que tem motivado uma série de ataques à estatal por parte da imprensa liberal, porta-voz do mercado financeiro, e causou discussões dentro do próprio Governo Lula.

 

Na última sexta-feira (19) o Conselho Administrativo da estatal aprovou a distribuição de 50% desses valores, mas a decisão final será tomada na próxima quinta-feira (25), em Assembleia Geral Extraordinária.

 

Os dividendos são os lucros repartidos entre os acionistas da empresa. Dividendos extraordinários são aqueles pagos acima do mínimo obrigatório. Nos últimos anos, a Petrobrás pagou valores recordes aos acionistas, ao passo que os investimentos na estatal caíram.Em 2019, por exemplo, foram pagos quase US$ 2 bilhões em dividendos e os investimentos estavam na casa dos US$ 14 bilhões. Em 2020, o montante de dividendos caiu um pouco, para US$ 1,3 bilhões, enquanto os investimentos na empresa também caíram, e muito, para US$ 4,79 bi.

  

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Em 2021, no auge do governo Bolsonaro, os investimentos caíram ainda mais (US$1,57 bi) enquanto os dividendos pagos a acionistas subiram de 1,3 para US$ 13 bilhões. No ano seguinte, um novo recorde de distribuição de dividendos, US$ 37 bilhões e um leve aumento nos investimentos que não chegou aos US$ 5 bilhões.

 

Terminado o governo Bolsonaro, chegou o terceiro mandato de Lula e, como promessa de campanha, a retomada da Petrobrás. Os investimentos quase que dobraram, indo para US$ 8,72 bilhões e o pagamento de dividendos caiu para US$ 20 bilhões. Mas os níveis ainda estão aquém da média história, conforme é possível observar na tabela abaixo divulgada pela Associação de Engenheiros da Petrobrás (Aepet).

 

A Revista Fórum entrevistou Felipe Coutinho, engenheiro químico e presidente da Aepet para entender o dilema da estatal que será encaminhado na próxima quinta-feira. Questionado sobre esse quadro, ele defende que a Petrobrás mude as suas políticas de investimentos e distribuição de dividendos e aponta que a redução dos investimentos foi o principal fator que possibilitou pagamentos altos e insustentáveis aos acionistas em 2021 e 2022.

 

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Questionado a respeito do momento que vive a estatal, Coutinho vê como positiva a reativação da Fafen-PR, fábrica de fertilizantes nitrogenados, e a retomada de uma série de outras usinas e fábricas que estavam sendo entregues ao capital privado. Mas aponta que ainda há muito por fazer.

 

Fonte: O Globo

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