Grupo PRF e PM do Amazonas em operações conjuntas na divisa de Rio Branco (AC) com o município de Boca do Acre
Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Com apreensão recorde de drogas, munições e armamentos ilegais e prisões de foragidos da Justiça, o Comando da 5ª Companhia Independente de Polícia da Militar (5ª CIPM-AM) e delegacias de Polícia Civil, sediados na mesorregião amazonense do Purus, fecharam as operações de 2022 com sucesso.
Segundo retrospectiva divulgada, também houve permanente combate ao crime organizado. A ação também contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em operações ao longo da BR-364 com ligação com a BR-117, a partir da divisa da capital acreana com a o município de Boca do Acre, a cerca de 225 quilômetros de Manaus.
No tocante às apreensões de drogas tiradas de circulação nas cidades de Boca do Acre e Pauni, segundo agentes ouvidos pelo "PORTAL DO ZACARIAS", “o quantitativo registrado foi encaminhado ao Judiciário, que deu o destino final, a incineração”.
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De acordo com levantamento feito pelo “PORTAL DO ZACARIAS”, o comando da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar vem atuando em conjunto com a Polícia Civil e suas congêneres sediadas na dupla divisa entre os estados do Acre e Amazonas.
É deste destacamento militar, em conjunto com a Polícia Civil bocacrense, os muitos resultados positivos de apreensões de drogas, armas e munições que entraram no Estado do Amazonas em posse de migrantes com largo histórico de crimes, inclusive em províncias do Peru e Bolívia, por meio de ligações com criminosos locais.
Da Bolívia, através das cidades de Brasiléia e Epitaciolândia e lá, no Alto Juruá, com Cruzeiro do Sul, “viriam às cidades do Médio e Alto Purus o crack, a cocaína e a supermaconha conhecida como skank”, diz fonte policial.

Trouxinhas com a famosa merla (mistura de cocaína e
maconha) tiradas de circulação das cidades
de Boca do Acre e Pauini, no rio Purus

Equipamentos e produtos roubados foram recuperados
durante as operações de policiais amazonenses

Mais cocaína apreendida

Armas, drogas (supermaconha skank) apreendidas durante
as operações da PM e Polícia Civil de Boca do Acre
As polícias estaduais e federal têm feito apreensões recordes de grandes quantidades de drogas.

Parte dos comandos da PM e da Polícia Civil que atua nas
operações conjuntas contra a criminalidade no Purus
Mas são nas missões militares sob o comando da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (5ª CIPM-Boca do Acre) que os criminosos mais têm sofrido grandes baques no uso, consumo e comercialização de drogas por facções locais. As ações não se limitam apenas à Boca do Acre. Pauini também tem sido alvo de operações da 5ª Companhia.

Muita cocaína é apreendida na divisas de Boca do Acre (AM)
e Rio Branco (AC) pela 5ª CIPM-Boca do Acre
Um nome dentro do comando da Polícia Militar em Boca do Acre, que faz tremer as bases da criminalidade nessa parte do Estado do Amazonas, é o tenente PM Bruno Almeida. “Ele chega chegando, bota pra tremer e prender gangues, facções e os ilegais”, destacam comerciantes parceiros de parte das missões sob o comando dele em cidades do Purus.

Pés de maconha e dinheiro são retirados
de circulação na região do Purus

Policiais de Boca do Acre têm erradicado plantio de
maconha em áreas isoladas da região do Purus
A cidade de Boca do Acre, pertencente à Mesorregião do Sul do Amazonas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem cerca de 35 mil habitantes. De 2000 a 2022, registrou uma ligeira ocupação de seu território sob litígio com sulistas, sudesinos e mato-grossenses do agronegócio (bovino, madeireiro e imobiliário).
Com a extinção, praticamente, do extrativismo voltado à cultura da coleta de leite da seringa (látex da Amazônia), sementes (castanha do Brasil e outros produtos da floresta), “nossos nativos passaram a se virar nos 30”, alerta historiador neto do mais velho soldado da borracha da Amazônia que viveu em Boca do Acre, falecido em 2021.
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A luta por uma sobrevivência mais vantajosa e fácil, segundo ele assinala, “tem possibilitado a maioria dos jovens e adultos a experimentar coisas e fatos novos em cima de costumes trazidos por imigrantes e migrantes que escolheram Boca do Acre, Pauini e outras cidades do Purus para trabalhar e viver com as famílias”.