NOTÍCIAS
Economia
Rodrigo Pacheco enquadra Campos Neto e defende redução da taxa de juros
Foto: Reprodução

O presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) defendeu a redução da taxa de juros e afirmou que tal medida é essencial para que o Brasil volte a crescer. Pacheco está na China com a delegação que acompanha o presidente Lula (PT) no país asiático.

 

Em entrevista à CNN Brasil, Rodrigo Pacheco destacou que há um clima de “maturidade” no Senado para o entendimento e para a aprovação do arcabouço fiscal, que deve ser apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na semana que vem.


Além disso, o senador mandou um recado para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e afirmou que a redução da taxa de juros é essencial para o Brasil voltar a crescer.

 

Veja também 

 

ALEXANDRE DE MORAES DETERMINA QUE POLÍCIA FEDERAL MARQUE DEPOIMENTO DE JAIR BOLSONARO SOBRE ATOS GOLPISTAS DE 8 DE JANEIRO

 

Defesa de Jair Bolsonaro pede fim de sigilo em ação no TSE

"Eu posso falar muito pelo Senado. Eu considero que no Senado há um ambiente muito propício de colaboração com o poder executivo, sobretudo porque nesse momento de crise no Brasil é fundamental que haja uma união dos poderes em torno de um projeto em comum. Nós precisamos conter a inflação, precisamos valorizar a nossa moeda e essa semana foi muito proveitosa para isso: houve uma boa valorização da nossa moeda, uma boa perspectiva em relação a inflação e agora temos um grande desafio que é a redução da taxa de juros. É fundamental que isso aconteça.

 

Isso é um sentimento geral do Senado Federal, de que é preciso reduzir a taxa de juros para que seja possível retomar o crescimento”, disse Pacheco. Em seguida, o presidente do Senado fala dos projetos em comum entre a Casa e o executivo.

 

"Tendo essa pauta comum, que é uma pauta de interesse do Brasil, o Senado tem muita maturidade para compreender que nós temos que colaborar com o executivo nos projetos que sejam interessantes para o Brasil, seja o arcabouço fiscal, que será encaminhado como Lei Complementar pelo executivo, primeiro à Câmara e depois ao Senado, seja os outros projetos que nós precisamos fazer para que haja arrecadação sustentável para que o arcabouço fiscal possa parar de pé e ser bem sustentado”, afirmou Rodrigo Pacheco.

 

A declaração de Pacheco é mais um apoio necessário para o governo federal aprovar o arcabouço fiscal no Congresso Nacional e enfraquece a posição de Campos Neto, que tem tido uma postura irredutível no que diz respeito à redução da taxa de juros.


Campos Neto por um fio



Levantamento feito pela jornalista Cynara Menezes, correspondente da Fórum em Brasília, mostra que a permanência de Campos Neto à frente do BC está por um fio.

 

A queda iminente de Roberto Campos Neto é o principal assunto nos corredores do Congresso Nacional. A aposta é que não há mais espaço para ele permanecer no cargo já que foi derrotado pelos fatos: a inflação caiu, levou junto o dólar, e a Bolsa subiu.

 

A euforia do mercado mostra que Lula estava certo e que não há justificativa para manter a taxa de juros em 13,75%, como insiste Campos Neto, entulho bolsonarista na presidência do BC. A avaliação que se ouve no Congresso é que, se ele tiver ainda alguma dignidade e planos futuros para si mesmo, pede para sair imediatamente, já que não faz sentido ele continuar no cargo após sua posição ter sido flagrantemente derrotada.

 

Na terça-feira, 11, a notícia de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) tinha caído animou os investidores e causou agitação na Bovespa, que subiu 4,29%, indo aos 106.213 pontos. Nesta quarta-feira, o dólar fechou em 4,9 reais, pela primeira vez abaixo dos 5 reais após 10 meses, desde junho de 2022. Empresas como a Gol, a Azul, a Magalu, Hapvida e CVC tiveram disparada de mais de 10% em suas ações.

 

"Estamos criando um ambiente para uma curva descendente dos juros no país, que estão desproporcionais. Acabou de sair o IPCA e pela primeira vez desde 2021 tem o seu índice de inflação acumulado menor que 5%, desacelerou a inflação, o que mostra o acerto das medidas que vêm sendo tomadas pelo ministro Fernando Haddad", disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que reforçou a pressão sobre Campos Neto. "A inflação está desacelerando, reforçando o ambiente para queda de juros no país".


Lula lamenta não poder demitir Campos Neto

 

Desde que assumiu a presidência da República, Lula tem criticado a gestão de Campos Neto à frente do BC e a mantençao da taxa de juros no patamar atual.

 

Mesmo com as críticas de Lula, a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu, nesta quarta-feira (22), manter a taxa básica de juros – a Selic – em 13,75% ao ano. Esta foi a quinta vez consecutiva que o banco mantém o índice. Desta forma, o nível de juros segue no maior nível desde dezembro de 2016. Lula já disse que “vai continuar batendo”.

 

Lula voltou a criticar a postura de Campos Neto à frente do BC, nesta terça (21), e lamentou não poder demitir o economista, que foi alçado ao posto por Jair Bolsonaro (PL) e Paulo Guedes após a decretação da autonomia da instituição.

 

Indagado se poderia demitir o presidente do BC, Lula lamentou que a decisão tenha que passar pelo Senado Federal, onde há poucas chances de que o mandato de Campos Neto seja interrompido.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

"Eu não posso demitir porque ele depende muito do Senado", afirmou Lula. Ele sinalizou que não mexerá na autonomia do BC e vai esperar 2024 para trocar o comando da instituição. Campos Neto foi nomeado para a presidência do BC em 2019 e confirmado em 2022 por Bolsonaro, após sanção do projeto que deu autonomia ao banco e mandato de quatro anos ao presidente e diretores.

 

Fonte: Revista Fórum

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.