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Servidores que apoiam candidatos de oposição viram 'dor de cabeça' de prefeitos em final de mandato por sobrevida no poder na mesorregião amazonense do Purus
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Em meio ao acirramento da campanha eleitoral deste ano, prefeitos dos municípios da mesorregião amazonense do Purus voltaram a ser denunciados por servidores que afirmam estarem sendo perseguidos por “não apoiar candidatos apontado pelo governo”.

 

Segundo entidades civis, servidores da educação básica e da saúde estão sob ameaças e hostilidades atribuídas aos prefeitos de Pauini, Renato Afonso (PSD), Lábrea, Gean Campos de Barros (MDB), Canutama, José Roberto de Fontes (PSC), Tapauá, Gamaliel Andrade de Almeida (PSC) e de Beruri, Maria Lucir Santos de Oliveira (MDB). Em Boca do Acre, ninguém confirmou qualquer manifestada por parte de oponentes do prefeito Zequinha Cruz (PP).

 

As supostas perseguições, segundo histórico de denúncias, teriam começado após o lançamento das pré-campanhas eleitorais nesses municípios. Com o acirramento dos revides contra hostilidades de aliados dos prefeitos contra servidores, em Beruri, por exemplo, “o prefeito Renato Afonso ameaça processar internautas que o denunciam em redes de WhatsApp”.

 

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Os supostos ataques e hostilidades a que se refere parte dos servidores, além das Câmaras Municipais, viriam acontecendo, também, nas prefeituras cuja “prioridade de atendimento seria dada a aliados dos prefeitos e a indicados por pré-candidatos apoiados por eles nas eleições deste ano”.

 

É o caso do prefeito de Pauini (a 324 km de Manaus), empresário do ramo de concessionárias de veículos de luxo na Capital Manaus, Renato Afonso. Segundo relatos ao portal, ele já demite servidores que atuam nas redes sociais. “A Operação Degola, vem acontecendo desde o aniversário da cidade, após Afonso ser vaiado, que o levou quase a chorar, em público.

 

Servidor demitido da Prefeitura de Pauini

 

Fotos: Reprodução

 

No dia seguinte, servidores foram demitidos e transferidos da cidade para a zona rural.

 

Situação semelhante ocorreria em Lábrea (a 852,1 km de Manaus) desde 2012-24 nos mandatos do prefeito afastado pela 4ª Vara Federal, Gean Campos de Barros.

 

“Aqui, as perseguições, com registros de hostilidades e ameaças explícitas de demissão e transferência de servidores, têm seu maior pico nas secretarias” - setores que mais empregam temporários na Prefeitura e sem concurso.

 

Em Lábrea, essa fase de exploração teria ocorrido durante os mais de 40 anos sob o comando do MDB, afirmam servidores que teriam decidido apoiar, publicamente, os candidatos de oposição ao pré-candidato Mabi Canizo, entre os quais, o contador João Roberto (PODEMOS) e Gerlando Lopes (PL).

 

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As gestões de Gean de Barros e seus ante sucessores emedebistas, segundo historiador anônimo (que finaliza autobiografia dele e do pai, Chico de Barros), “tem se caracterizado como mais um tempo dentro dos ciclos escravagistas da Borracha e da Madeira na mesorregião amazonense do Purus”.

 

À época, a atuação dos coronéis foi “considerada nefasta para os padrões sociais do Velho Mundo e da Nova República Brasileira”, após o advento da Constituição Cidadã de 88, aponta o historiador.

 

Em meio às hostilidades e ameaças ao emprego (em meio aos concursados, temporários e comissionados), “as aparentes perseguições chegaram a ponto de os “funcionários e aliados estarem sendo brigados a gravar vídeos declarando apoio total e de suas famílias ao candidato do prefeito, Mabi Canizo (União Brasil”,

 

Servidores do município de Lábrea estimados em cerca de mais de 1.000 (Mil) passaram a gravar vídeos e a atuar nas redes de internet ao lado, primeiramente, com o prefeito afastado, Gean de Barros, em apoio ao pré-candidato a prefeito, Mabi Canizo (União Brasil). Em seguida, publicando áudios e vídeos com familiares.

 

TENSÃO E MEDO

 

Em Canutama (a 806 km de Manaus), o perfeito José Roberto de Pontes (PSC) iria mais além e “chega a demitir qualquer um que manifeste apoio aos candidatos de oposição, Ocivaldo Batista Amorim (PSDB) e Otoniel Lyra (MDB).

 

O suposto monitoramento dos servidores denunciado, segundo informações, foi confiado ao vice-prefeito, Carlos Menezes (MDB) por permanecer mais tempo na cidade cuidando dos próprios negócios em um comércio de secos e molhados.

 

Já no município de Tapauá (a 565 km de Manaus), as supostas ameaças vêm sendo atribuídas a assessores do prefeito Gamaliel Andrade de Almeida (PSC). Trata-se de uma espécie “de transferência involuntária”, segundo núcleos de educação básica espalhadas por aldeias indígenas da região do rio Piranha.

 

A medida consistiria em a prefeitura forçar “pedidos de demissão voluntária de servidores para que aceitem “uma possível transferência de oponentes à zona rural e indígena”, a fim de evitar que comandos das categorias que mais pressionam a prefeitura contaminem outros setores”, revelaram professores e agentes de saúde e de endemias do município.

 

No pequeno município de Beruri (324 km de Manaus), no Baixo Purus, servidores acusam a prefeita, Maria Lucir Santos de Oliveira (patrocinada pelo senador Eduardo Braga, do MDB), “de impor um regime de medo e ameaça de perda de emprego”. A medida seria aplicada apenas àqueles que não apoiariam a pré-candidata à prefeita, vereadora Elis Regina (AVANTE)”, declaram servidores que já manifestaram simpatia ao concorrente, Emerson Melo (PSC).

 

Além disso, há informações que a prefeita tenta, com isso, turbinar a campanha de sua candidata, a vereadora Elis Regina (AVANTE). Dona Maria Lucir, intensificou o processo de novas contratações. A maioria das vagas é destinada a temporários e comissionados, já que a prefeitura não realiza concurso público em mais de 7,4 anos.

 

Além das novas contratações, como vem ocorrendo nos demais municípios do Purus, “é de temporários e cargos comissionados que aceitam reduzir os salários”, o que faz com que novos postos de trabalho, antes das eleições municipais, sejam oferecidos a mais gente desempregada na cidade.

 

Os setores de educação, saúde indígena, agentes de endemias e de varrição de rua, segundo informações, “são os preferidos pela prefeitura Dona Maria Lucir”, já que uma justificativa ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) seria dada mais facilmente em cima uma suposta violação da Lei Eleitoral e da Lei de Responsabilidade Administrativa (LRF), revelaram ao portal analistas e políticos locais.

 

Já no município de Tapauá (a 565 km de Manaus), vem sendo atribuído a assessores do prefeito Gamaliel Andrade de Almeida (PSC), uma espécie sutil de “de transferência involuntária”, segundo núcleos de educação básica espalhadas por aldeias indígenas mais afastadas da cidade.
A medida consistiria em a prefeitura forçar pedidos de demissão voluntária ou aceitar “transferência de oponentes à zona rural e indígena para evitar que comandos das categorias que mais pressionam a prefeitura contaminem outros setores da gestão”, revelaram professores e agentes de saúde.

 

Sobre o assunto, a reportagem ouviu alguns dos principais alvos das supostas hostilidades e ameaças de pedidos de transferência ou demissão dos cargos. A maioria disse que, “até aqui, apenas o prefeito de Beruri, Renato Afonso, ameaçou processar internautas e servidores que o denunciam à mídia através dos grupos de WhatsApp”.

 

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Por sua vez, as prefeituras não se manifestaram sobre o assunto. Mas, assessores de vereadores próximos a pré-candidatos de oposição sugeriram que o portal provoque o Ministério Público do Trabalho (MPT-AM) sobre os baixos salários pagos aos novos contratados pelas prefeituras do Purus.

 

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