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Vasco se posiciona após jogador denunciar racismo em jogo da Copinha: 'Ecos sombrios do passado'
Foto: Reprodução

A eliminação do Vasco da Gama na Copa São Paulo de Futebol Júnior nesse sábado terminou com uma cena que, por si só, já seria lamentável. O capitão da equipe, Lucas Eduardo, que completou 20 anos na mesma data, levou uma garrafada, arremessada da arquibancada, enquanto concedia uma entrevista. Neste domingo, o atleta publicou uma carta, em que denuncia que a violência foi além: ele foi alvo de ataques racistas no Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos (SP).

 

O cruz-maltino se manifestou pelas redes sociais, em publicação que pediu, aos "criminosos, o rigor máximo da lei". A situação vivida por Lucas foi definida como "ecos sombrios do passado", com memória à Resposta Histórica, marco na história do clube, de 1924.

 

Há 100 anos, o Vasco tinha um time avassalador, formado por negros e operários, que atropelou os adversários no campeonato de 1923. No ano seguinte, os rivais criaram uma nova entidade, a Amea, e, inicialmente, recusaram a inscrição do clube. Em seguida, a Amea solicitou a exclusão de 12 atletas — todos negros e operários — e o Vasco bateu o pé contra a decisão.

 

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“Estamos certos de que Vossa Excelência será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno de nossa parte sacrificar, ao desejo de filiar-se à Amea, alguns dos que lutaram para que tivéssemos, entre outras vitórias, a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923 (…) Nestes termos, sentimos ter de comunicar a Vossa Excelência que desistimos de fazer parte da AMEA”, dizia a carta do então presidente do clube, José Augusto Prestes. O Vasco precisou disputar uma liga de menor expressão na ocasião.

 

Vítima de racismo na Copinha, Lucas Eduardo será o responsável por descerrar a placa de inauguração do novo anfiteatro de São januário, que será receberá o nome da cantora Clementina de Jesus. "Os vascaínos vão, mais uma vez, levantar sua voz contra o racismo", definiu a publicação do Vasco.

 

GRITOS DE 'MACACO'

 

Durante a tarde deste domingo, Lucas compartilhou uma carta pelo fim do racismo e da violência nas suas redes sociais, em que afirmou ter sofrido "a derrota mais dolorosa" de sua carreira, em "todos os sentidos possíveis". Depois de se desculpar pelo resultado em campo, ele jogou os holofotes sobre o "cenário desumano e de falta de respeito" do qual foi vítima.

 

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Ele relatou que, enquanto concedia a entrevista, além da garrafada que o acertou, também ouviu gritos de "macaco". Para o jogador, que definiu aquele episódio como "inaceitável", afirmou que a "cicatriz deste dia estará guardada" durante todos os dias de sua vida.

 

Fonte: Extra

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