Após avaliação do relatório enviado ao STF, Alexandre de Moraes decide manter prisão domiciliar, mas aumentou as restrições impostas ao ex-presidente
Um relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para atualizar o estado de saúde de Jair Bolsonaro revela que o ex-presidente teve crise 'forte' de soluços nesta semana, com 36 horas de duração.
O documento oficial indicou "forte e prolongado episódio de soluço", sendo necessário, segundo a equipe médica a administração de doses extras de medicações específicas para controlar o quadro.
Diante dos apontamentos, o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, em cumprimento à pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. Moraes também aumentou as restrições impostas.
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Após o ajuste da dosagem, sendo relatório, Bolsonaro apresentou uma "resposta satisfatória".
O paciente vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, porém há três dias apresentou recorrência com forte e prolongado episódio de soluço (singulto), de forma contínua, com duração aproximada de 36 horas consecutivas
EFEITOS COLATERIAS
Os médicos apontam ainda que, apesar do controle da crise de soluços, Bolsonaro tem efeitos colaterais dos remédios utilizados no tratamento, incluindo sonolência e a instabilidade crônica do equilíbrio corporal.
Em sua residência, conforme o documento, o ex-presidente mantém uma rotina rigorosa de recuperação, com dieta restrita, sessões de fisioterapia e exercícios, além de cuidados preventivos para evitar quedas e episódios de refluxo.
A equipe médica que assina o documento informou que, com exceção do aumento temporário dos remédios para o soluço, o restante da medicação de uso contínuo de Bolsonaro segue de forma inalterada.
No momento, o quadro geral é considerado estável do ponto de vista respiratório e cardiológico.
RESTRIÇÕES
Bolsonaro cumpre sua pena em casa desde o dia 27 de março, quando recebeu alta hospitalar depois de tratar uma broncopneumonia. Ele voltou para casa e permaneceu por 90 dias; expirado esse prazo e diante de nova avaliação médica, o regime de prisão foi mantido.
Na decisão, proferida no último dia 3 de julho, Alexandre Moraes também determinou a manutenção das medidas cautelares e a apreensão de armas em nome do ex-presidente.
Nesta sexta, o ministro levou em conta o relatório da equipe médica e manteve a prisão domiciliar. Na sua decisão, ele também suspendeu, por 30 dias, o direito de Bolsonaro receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.
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Além disso, Moraes também vetou visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro, bem como a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.
Fonte:Ig