Lideranças do Centrão fazem contas e dizem que grande quantidade de candidatos deve favorecer Odair Cunha na disputa pelo TCU
O presidente da Câmara, Hugo Motta, tem intensificado as articulações políticas para assegurar a eleição de um aliado à vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU). Nos bastidores, tanto ele quanto lideranças do Centrão já fazem cálculos detalhados sobre os votos necessários para vencer a disputa no plenário.
A estratégia envolve consolidar apoios de diferentes partidos, incluindo siglas de centro e da base governista, em torno do nome do deputado Odair Cunha. O parlamentar é o candidato apoiado por Motta, fruto de um acordo político firmado anteriormente com o PT, que foi essencial para a eleição do atual presidente da Câmara.
Nos cálculos de aliados, o candidato petista já teria uma base expressiva de votos, podendo ultrapassar a marca de 300 deputados, considerando apoios formais e também adesões informais dentro da Casa. Mesmo assim, a votação secreta gera incertezas, já que abre espaço para traições e mudanças de última hora.
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O Centrão, por sua vez, mantém uma postura pragmática: embora parte do bloco sinalize apoio ao nome de Odair, outros parlamentares lançaram candidaturas próprias, o que pode fragmentar os votos e tornar a disputa mais imprevisível.
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A eleição para o TCU é vista como um teste de força para Hugo Motta dentro da Câmara. Uma vitória do candidato apoiado por ele reforçaria sua liderança política e capacidade de articulação, enquanto uma eventual derrota poderia expor fragilidades no comando da Casa em meio a um cenário de negociações intensas e interesses divergentes.