O que muitos chamam de falta de interesse pode ser sinal de que algo não vai bem por dentro
E não com poucas pessoas! Esse nosso mundo caótico tem levado os casais a dar adeus à vida amorosa mais rápido que um trem-bala. Claro que quase todo mundo já passou por fases em que o desejo simplesmente… sumiu. Geralmente isso se deve a estresse, excesso de cansaço... E sobre isso já falei em outras matérias. Mas quando essa falta de vontade se estende, atrapalha o relacionamento e mexe com a autoestima, é hora de investigar o que o corpo está querendo dizer.
A libido é um verdadeiro termômetro da saúde física e emocional, e o que muita gente chama de “falta de interesse” pode, na verdade, ser o sinal de que algo não vai bem por dentro.
Principal vilão quando o assunto é libido baixa. Em mulheres, oscilações de estrogênio e progesterona (como na menopausa, no pós-parto ou com uso de anticoncepcionais) podem secar o desejo. Nos homens, a queda de testosterona, que costuma acontecer a partir dos 40 anos, também deixa o corpo menos responsivo aos estímulos.
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Sinais de alerta: cansaço constante, queda de cabelo, insônia, ganho de peso e irritabilidade. A tireoide é a “central elétrica” do organismo. Quando ela trabalha devagar, todo o metabolismo desacelera — inclusive o interesse sexual. É comum também sentir frio em excesso, sonolência e até sintomas de depressão.
O que fazer: procurar um endocrinologista e checar os níveis de TSH, T3 e T4. O tratamento adequado costuma devolver a energia (e o apetite sexual). A mente tem um peso enorme na libido. Antidepressivos e ansiolíticos podem reduzir o desejo, mas o próprio estado emocional é o principal culpado. A ansiedade prende o corpo em alerta; a depressão desliga o prazer.

Foto: Reprodução
Solução complementar: psicoterapia e práticas que acalmem o sistema nervoso, meditação, yoga e respiração consciente ajudam muito, e até mesmo uma leve caminhada diária de 20 minutos pode fazer uma enorme diferença. O excesso de açúcar e gordura no sangue prejudica a circulação e os nervos, e, sem boa circulação, o prazer literalmente não flui. Em homens, isso pode levar à disfunção erétil; em mulheres, à dificuldade de excitação.
Atenção a ser tomada urgentemente: controlar o peso, melhorar a alimentação e abandonar o sedentarismo são atitudes que salvam a libido e o coração.
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Antidepressivos, anti-hipertensivos, anticoncepcionais e até antialérgicos podem alterar a química do desejo. Nem sempre dá para parar, mas conversar com o médico pode ajudar a ajustar a dose ou trocar o princípio ativo. Ou seja: sem médico e acompanhamento não dá! Mas, se essa providência já foi tomada, podemos ajudar ainda mais com as dicas a seguir!
Fonte: Extra