O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, tem sinalizado a integrantes da corte que não pretende determinar a lacração dos celulares durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado, marcado para esta terça-feira (6).
Amanhã, os ministros do colegiado vão avaliar a denúncia contra o terceiro núcleo acusado de atuar na trama golpista, com táticas de desinformação para desacreditar o sistema eleitoral e atacar autoridades.
A postura de Zanin será diferente daquela adotada no julgamento anterior, que tornou réus os integrantes do chamado núcleo dois, de “gerenciamento de ações”, que incluiu o ex-assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins e o general da reserva Mario Fernandes. O militar é apontado como responsável pelo plano para assassinar o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.
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A interlocutores do Supremo, Zanin tem dito que o julgamento desta terça-feira não traz, até o momento, as peculiaridades que justifiquem a medida de lacrar os celulares.
Para Zanin, alguns fatos foram decisivos para que ele determinasse a lacração dos aparelhos no julgamento passado, medida apoiada por todos os membros do colegiado.
Um deles foi a decisão de Alexandre de Moraes de proibir a captação e divulgação de imagens do julgamento e a publicação de vídeos ou fotos do ex-assessor Filipe Martins feitas por ele ou por terceiros.
Outro ponto que motivou Zanin a proibir o uso do aparelho na sessão passada foi o alerta de que pessoas presentes no tribunal iriam tumultuar e desrespeitar o julgamento com filmagens.
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A coluna apurou que o alerta chegou a ser feito por membros da própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que, posteriormente, criticou a medida imposta por Zanin de lacrar os aparelhos.
Fonte: O Globo