Polícia investiga se problemas identificados meses antes da tragédia poderiam ter evitado a morte de uma jovem de 21 anos
Um grave acidente envolvendo uma criança de 9 anos já havia colocado em evidência as falhas na operação do grupo clandestino de rope jump "Entre Cordas" cerca de três meses antes da morte de uma jovem de 21 anos, em Limeira. A informação faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Civil, que resultaram na prisão de quatro organizadores da atividade.
O primeiro acidente ocorreu em março, na chamada Ponte do Esqueleto. De acordo com a investigação, uma falha no sistema de debreagem — responsável por controlar a desaceleração da corda durante o salto — fez com que o menino sofresse uma queda grave.
Um dos integrantes da equipe, identificado como Luis Gustavo, relatou que percebeu o problema logo após saltar ao mesmo tempo que a criança. Segundo ele, a ausência da reação esperada após o salto chamou a atenção, até que viu o menino caído no chão.
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Mesmo após o acidente, o grupo continuou promovendo saltos no local, sem interromper as atividades ou adotar medidas que evitassem novos riscos, conforme aponta o inquérito policial.
A tragédia aconteceu três meses depois, quando uma jovem de 21 anos morreu durante um salto na mesma ponte. O caso levou à ampliação das investigações, que identificaram supostas irregularidades na organização da atividade e culminaram na prisão de quatro responsáveis pelo grupo.
O rope jump é uma modalidade de esporte radical em que o participante salta preso a cordas estáticas, que interrompem a queda e transformam o movimento em um balanço semelhante ao de um pêndulo. Diferentemente do bungee jump, a prática depende de um sistema de ancoragem e frenagem corretamente instalado para garantir a segurança dos praticantes.
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Agora, a Polícia Civil apura se as falhas verificadas no acidente envolvendo a criança poderiam ter servido de alerta para evitar a morte da jovem. As investigações também buscam esclarecer se houve negligência por parte dos organizadores ao manter as atividades mesmo após o primeiro acidente grave.