Tiago estava em cuidados paliativos e ficou conhecido por realizar uma cerimônia para celebrar a vida ao lado de amigos e familiares
O advogado Tiago Martins Pitthan morreu aos 49 anos, na noite de domingo (5), em Campo Grande, após enfrentar um câncer de estômago em estágio avançado. Ele ficou conhecido nacionalmente por organizar o próprio velório em vida, uma cerimônia realizada em maio para celebrar sua trajetória ao lado de familiares e amigos.
Pitthan havia sido diagnosticado com adenocarcinoma gástrico com metástases no peritônio e nos pulmões. Sem possibilidade de cura, passou a receber cuidados paliativos voltados à qualidade de vida durante os últimos meses.
Pouco antes de morrer, o advogado publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais. Em um vídeo, afirmou estar em paz e agradeceu pela vida que teve. Em outra publicação, feita do leito hospitalar, escreveu sobre o amor pela família e pelos amigos, indicando que talvez não voltasse a se manifestar.
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A morte foi confirmada por familiares em nota divulgada nas redes sociais. A mensagem informou que Tiago morreu no Hospital Cassems, em Campo Grande, após enfrentar a doença.
O velório será realizado nesta segunda-feira (6), no Memorial Park, na capital sul-mato-grossense. A cerimônia ocorre pouco mais de um mês após o advogado promover seu próprio velório em vida, iniciativa inspirada pela morte do pai, ocorrida em agosto do ano passado.

Advogado que promoveu o próprio velório
em vida morre aos 49 anos
Na ocasião, o evento reuniu amigos, familiares e pessoas que acompanhavam sua história. O ambiente foi preparado para celebrar sua vida, com apresentações musicais, roda de samba, shows de rock e homenagens. Entre os itens que marcaram a cerimônia estavam uma bandeira do Botafogo de Futebol e Regatas, time pelo qual era apaixonado, além de músicas de Caetano Veloso.
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Durante a celebração, Tiago caminhou entre os convidados, conversou, abraçou amigos, cantou e participou das homenagens. Em entrevistas e publicações, dizia que não tinha medo da morte, mas do sofrimento provocado pela doença e da possibilidade de perder sua autonomia antes do fim da vida.