Ácido hialurônico no pênis: procedimento pode causar embolia e necrose
O preenchimento do pênis com ácido hialurônico é um procedimento estético utilizado para aumentar a circunferência do órgão, mas não é capaz de aumentar o comprimento do pênis durante a ereção. A técnica ganhou atenção após a morte de um influenciador britânico de 43 anos, que recebeu uma grande quantidade do produto em uma clínica de Bangcoc, na Tailândia.
O homem recebeu 40 mililitros de ácido hialurônico, volume considerado muito acima do utilizado normalmente em uma primeira aplicação. Horas depois do procedimento, ele apresentou dores no peito, perdeu a consciência e sofreu uma embolia pulmonar. Meses depois, um legista em Londres concluiu que a aplicação do produto estava relacionada à causa da morte.
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O QUE O ÁCIDO HIALURÔNICO FAZ NO PÊNIS
A principal finalidade do preenchimento é aumentar a espessura e o volume do pênis, especialmente quando o órgão está flácido. O procedimento não provoca um aumento significativo do comprimento na ereção.
Isso significa que um homem que possui, por exemplo, 15 centímetros de comprimento ereto continuará com aproximadamente a mesma medida depois da aplicação. A mudança ocorre principalmente na circunferência.
O efeito também não é permanente. O organismo absorve gradualmente o ácido hialurônico e, em geral, o resultado pode durar entre seis meses e um ano. Depois desse período, o paciente pode precisar de uma nova aplicação caso queira manter o efeito.

QUANTO PRODUTO É USADO
Especialistas em urologia afirmam que uma primeira sessão costuma utilizar entre 8 e 12 mililitros, embora a quantidade possa variar de acordo com o tamanho do órgão e as características de cada paciente.
O volume de 40 mililitros recebido pelo britânico na Tailândia chama atenção justamente por estar muito acima desse intervalo.
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Foto: Reprodução/Instagram
Aplicar uma quantidade maior não significa necessariamente obter um resultado melhor. O excesso pode favorecer a formação de nódulos, placas, irregularidades e deformidades, além de aumentar os riscos relacionados à pressão sobre os tecidos.
COMO PODE ACONTECER UMA EMBOLIA
Um dos maiores perigos está na possibilidade de o ácido hialurônico entrar acidentalmente em um vaso sanguíneo. Quando isso acontece, o produto pode ser levado pela circulação para outras partes do corpo.
Se chegar aos pulmões, o material pode bloquear a passagem do sangue e provocar uma embolia pulmonar, condição potencialmente fatal.
Além disso, uma aplicação em local inadequado pode comprometer a circulação do próprio pênis. Quando os tecidos deixam de receber sangue e oxigênio adequadamente, existe risco de necrose, com destruição de parte da pele ou dos tecidos do órgão.
O PROCEDIMENTO É PERMITIDO NO BRASIL?
No Brasil, o preenchimento peniano com ácido hialurônico é permitido, assim como a aplicação de gordura retirada do próprio paciente para aumentar a circunferência.
A recomendação dos especialistas é que o procedimento seja realizado por um urologista habilitado e com experiência na técnica. O conhecimento da anatomia do órgão é considerado fundamental para reduzir os riscos de uma aplicação inadequada.
O profissional também precisa estar preparado para reconhecer e tratar eventuais complicações.
QUEM NÃO DEVE FAZER O PROCEDIMENTO
Apesar de ser considerado um procedimento de baixo risco quando realizado corretamente, existem situações que podem contraindicar ou adiar a aplicação.
Infecções, lesões na pele e casos de fimose estão entre os problemas que precisam ser avaliados antes do preenchimento. O procedimento também não deve ser realizado quando existe uma condição que possa comprometer a segurança ou o resultado.
Outro ponto importante envolve homens que apresentam transtorno dismórfico corporal relacionado ao tamanho do pênis. Nesses casos, a percepção de que o órgão é pequeno pode permanecer mesmo depois de uma intervenção estética.
CIRURGIA PARA AUMENTAR O PÊNIS É OUTRA SITUAÇÃO
O preenchimento com ácido hialurônico não deve ser confundido com cirurgias destinadas ao alongamento peniano.
Procedimentos cirúrgicos podem ser indicados em situações específicas, como casos de micropênis ou determinadas alterações anatômicas e curvaturas graves que prejudicam a função sexual.
Em homens com pênis considerado normal e saudável, especialistas alertam que uma cirurgia realizada apenas por motivo estético pode apresentar riscos importantes, incluindo perda de sensibilidade, deformidades e necrose da glande.
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A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens interessados nesse tipo de procedimento procurem um urologista com experiência em preenchimento peniano.