Maior parte do mercado financeiro projeta uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Queda do preço do petróleo no começo desta semana, fruto do acordo de paz, atenua a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação
O avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã vem influenciando diretamente as expectativas do mercado financeiro e pode abrir espaço para um novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta-feira (17), segundo análises de economistas e operadores.
A principal leitura dos agentes econômicos é que a redução das tensões geopolíticas tende a aliviar o preço do petróleo no mercado internacional. Com isso, há uma expectativa de desaceleração da inflação global, já que a energia é um dos principais componentes de pressão sobre os índices de preços.
Esse movimento, por sua vez, aumenta a possibilidade de flexibilização da política monetária em diferentes países, incluindo o Brasil. No caso brasileiro, o Banco Central acompanha o cenário externo junto com indicadores domésticos para decidir os próximos passos da taxa Selic.
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No mercado financeiro, a percepção é de que um ambiente internacional menos instável reduz a necessidade de juros elevados por mais tempo, o que reforça apostas de cortes graduais na taxa básica. Ainda assim, analistas destacam que o cenário interno, como inflação de serviços e atividade econômica, continua sendo determinante para a decisão.
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A reunião desta quarta-feira do Banco Central é vista como decisiva para calibrar essas expectativas, já que qualquer sinal de mudança no ritmo de cortes pode impactar diretamente os mercados e as projeções econômicas para os próximos meses.