Só devem poder acessar as renegociações quem já tiver quitado ao menos quatro parcelas em dia
O governo federal prepara uma nova etapa do programa Desenrola, desta vez voltada a trabalhadores informais e pessoas que estão com o nome limpo, mas enfrentam dificuldades com crédito caro. A proposta prevê uma linha específica de renegociação e financiamento para esse público, dentro de uma reformulação do programa de alívio de dívidas no país.
Segundo informações da equipe econômica, a iniciativa deve atingir apenas quem está adimplente, mas sofre com juros elevados no mercado, especialmente em modalidades como cartão de crédito e empréstimos pessoais. A ideia é oferecer condições mais acessíveis para evitar que esse grupo acabe entrando na inadimplência nos próximos meses.
Um dos principais pontos da proposta é o limite de endividamento, que deve ser de até R$ 15 mil por pessoa. Além disso, o governo trabalha com a possibilidade de juros abaixo de 4% ao mês, bem inferiores às taxas praticadas atualmente no crédito convencional oferecido pelos bancos.
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A nova fase também deve incluir mecanismos de facilitação para trabalhadores informais, que geralmente têm mais dificuldade de acesso ao sistema bancário tradicional. A intenção é ampliar a inclusão financeira e reduzir o custo do crédito para quem depende de renda variável.
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A expectativa do governo é anunciar oficialmente as regras nos próximos meses, com implementação em etapas. A medida faz parte da estratégia de ampliar o alcance do Desenrola, que já teve outras versões voltadas principalmente para a renegociação de dívidas de famílias endividadas.