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Acordo entre China e EUA é uma vitória dos moderados, diz especialista
Foto: Reprodução

O acordo anunciado nesta segunda-feira por Estados Unidos e China é apenas "o primeiro passo da dança", diz o economista Livio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador associado do FGV Ibre, especialista em China. O mais importante do anúncio, na avaliação de Ribeiro, é o sinal de que os moderados estão tomando às rédeas.

 

- O acordo é o primeiro passo da dança, como uma primeira valsa, vamos chamar assim. É um movimento importante para ambos os lados e mais do que o número em si, o que resulta para mim é o desenho de um cenário em que os mais radicais estão ficando pelo caminho. E isso é bom. Mas ainda tem muita coisa para acertar.

 

O acordo é temporário, são 90 dias, mas parece que depois de toda essa maluquice comercial, principalmente por parte dos Estados Unidos, há um entendimento de que não é possível manter como está. Talvez o ponto mais interessante seja a sinalização de que está acontecendo uma vitória dos moderados.

 

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O economista destaca que está claro que o diagnóstico feito pelo governo americano estava errado e que a remodelação do comércio por tarifas não funcionou como se esperava:

 

- Os moderados, talvez capitaneados pelo Scott Bessent (secretário do Tesouro dos Estados Unidos), estão escanteando os mais radicais, como Howard Lutnick (secretário do Comércio dos Estados Unidos) e o Peter Navarro.

 

A agenda que eles têm de reformatação plena e absoluta do comércio e o instrumento que eles estão usando, que é o instrumento tarifário, assim como o diagnóstico do qual isso parte estão equivocados. Então, os "adultos" estão sentando à mesa e tomando as rédeas da situação.

 

Pelo acordo, durante 90 dias, as duas maiores economias do mundo terão 10% de tarifas recíprocas, acrescida a taxa de 20% originalmente imposta por Donald Trump aos produtos importados da China, o que resulta nos 30% do lado americano. Uma redução significativa diante dos 145% que vinham sendo impostos pelo governo dos Estados Unidos e os 125% estabelecidos pelo chinês, ressalta o economista.

 

Ele destaca ainda que a negociação prevê ainda alguma mudança na parte de exportação de terras raras entre os dois países, o que é estratégico para as empresas de tecnologia.

 

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- De novo, é o início de um processo. Ainda se está muito longe do resultado final e a gente tem que esperar ver os próximos passos para entender como a negociação vai avançar de fato.

 

Fonte: O Globo

 

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