Autismo na adolescência traz mais isolamento, bullying e ansiedade. Especialistas alertam para apoio familiar, terapias e orientação direta
A adolescência é uma fase de grandes transformações físicas, emocionais e sociais — e, para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), esse período pode apresentar desafios ainda mais complexos. Especialistas alertam que as mudanças típicas da puberdade também ocorrem em jovens autistas, mas podem ser percebidas e vivenciadas de maneira diferente.
Entre as principais dificuldades estão a comunicação e a interação social, que tendem a se tornar mais exigentes nessa fase da vida. O aumento das demandas sociais, como amizades, relacionamentos e maior autonomia, pode gerar ansiedade, isolamento ou dificuldades de adaptação.
Outro ponto importante envolve temas pouco discutidos, como a sexualidade. Ainda considerada um tabu por muitas famílias, a falta de diálogo pode prejudicar o desenvolvimento saudável desses adolescentes, deixando-os mais vulneráveis à desinformação e a situações de risco.
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Além disso, a transição para a vida adulta representa um momento crítico, exigindo preparação para desafios como independência, inserção no mercado de trabalho e construção de ????? sociais mais complexas. A ausência de suporte adequado pode dificultar esse processo e impactar a qualidade de vida desses jovens.
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Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de acompanhamento multidisciplinar, apoio familiar e inclusão social. Com orientação adequada, é possível ajudar adolescentes com autismo a desenvolver habilidades, ganhar autonomia e enfrentar essa fase com mais segurança e qualidade de vida.