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Advogado ligado à J&F assume resort frequentado por ministro Toffoli e gera questionamentos sobre relações financeiras
Foto: Divulgação

O resort da família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, localizado em Ribeirão Claro (PR), foi comprado por Paulo Humberto Barbosa, advogado que atua para os irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F. Em apenas dois meses, Barbosa adquiriu todas as cotas do empreendimento de dois irmãos e de um primo do ministro, tornando-se, em abril de 2025, o único proprietário do Tayayá.

 

Barbosa é sócio de Renato Mauro Menezes Costa, atual presidente da Friboi, e de Gabriel Paes Fortes, cunhado de José Batista Júnior, irmão mais velho de Joesley e Wesley. Os três possuem a empresa Petras Negócios e Participações, especializada em aluguel de aeronaves, na qual Barbosa detém 50%. O advogado ainda possui outras dez empresas, que atuam em setores como comércio atacadista, agropecuária e investimentos. Seu escritório de advocacia já representou a J&F em processos envolvendo aquisições de empresas americanas financiadas pelo BNDES.

 

A JBS, em nota, afirmou que “o escritório do advogado mencionado defendeu a empresa em ações no estado de Goiás. Nem a Companhia nem os acionistas possuem qualquer relação com as empresas citadas ou com qualquer outro negócio do advogado”.

 

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A compra do resort foi realizada por meio de um fundo de investimento administrado pela Reag, financeira investigada no escândalo do Banco Master. O fato gerou questionamentos sobre a atuação de Toffoli como relator do inquérito do Banco Master no STF, assim como sobre sua decisão em 2023 de suspender o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões prevista no acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal.

 

Embora Toffoli nunca tenha integrado formalmente o quadro societário do Tayayá, ele é um frequentador assíduo. No fim de 2025, a imprensa registrou a ida do ministro ao resort em um avião de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, investigado na Operação Carbono Oculto por suposta ligação com esquema do PCC envolvendo evasão fiscal e combustível adulterado.

 

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Procurado, Toffoli não comentou a compra do resort nem a relação com os novos proprietários. Paulo Humberto Barbosa também não respondeu às tentativas de contato. 

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