Larvas do mosquito foram encontradas em imóveis residenciais da capital britânica; autoridades consideram o risco à população muito baixo e monitoram a região
O mosquito Aedes aegypti, conhecido por transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya, foi identificado se reproduzindo pela primeira vez no Reino Unido. Larvas do inseto foram encontradas em propriedades residenciais de Londres durante uma ação de monitoramento realizada pela Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA).
Embora o mosquito já tenha sido detectado anteriormente em território britânico, essa é a primeira vez que as autoridades encontram evidências de que a espécie conseguiu completar o ciclo de reprodução no país. Após a identificação das larvas, equipes iniciaram ações para eliminar possíveis criadouros e passaram a acompanhar de perto a área.
De acordo com Jolyon Medlock, chefe de Entomologia Médica e Ecologia de Zoonoses da UKHSA, o risco para a população permanece muito baixo. Até o momento, não há evidências de que os mosquitos encontrados tenham causado infecções em pessoas.
Veja também
.jpg)
Governo dos EUA acusa Brasil de não combater PCC e Comando Vermelho com firmeza
Governo Trump acusa Brasil de falhar no combate ao PCC e ao Comando Vermelho
Também não foram identificados mosquitos ou larvas em áreas públicas próximas aos imóveis onde ocorreu a descoberta.
A hipótese das autoridades é que o Aedes aegypti tenha chegado ao Reino Unido de maneira acidental. O inseto pode ser transportado em veículos, bagagens e plantas importadas, conseguindo se estabelecer temporariamente quando encontra condições adequadas de temperatura e disponibilidade de água para reprodução.
A presença do mosquito em território britânico já havia sido registrada outras quatro vezes nos últimos anos. No entanto, os episódios anteriores não apresentaram sinais de reprodução, o que torna a descoberta atual um marco para o monitoramento da espécie no país.
A ocorrência também chama atenção em meio ao aumento das temperaturas registradas em diferentes regiões da Europa. Apesar de o Aedes aegypti ainda não estar estabelecido no Reino Unido e de o clima habitual do país dificultar sua sobrevivência prolongada, períodos de calor intenso podem criar condições favoráveis para a permanência temporária do inseto.
Em maio de 2026, Londres registrou temperaturas próximas dos 35°C. No mês seguinte, a Inglaterra chegou a 36,4°C, marca apontada como recorde para junho no país.
Para Medlock, mudanças no padrão climático podem contribuir para o aparecimento de espécies invasoras em novas áreas. A expectativa das autoridades é manter o monitoramento para identificar rapidamente novos focos e evitar que o mosquito consiga se estabelecer de forma permanente.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Por enquanto, a UKHSA mantém as ações de controle e vigilância na região onde as larvas foram encontradas. As equipes devem continuar procurando novos exemplares e possíveis criadouros, além de acompanhar as condições que possam favorecer a reprodução do mosquito.