Iniciativa começou nesta segunda-feira (3) e ocorre após investigações apontarem venda de unidades populares para investidores
O Airbnb iniciou a remoção de 1.625 anúncios de imóveis de habitação social que estavam sendo oferecidos irregularmente para aluguel de curta temporada na cidade de São Paulo. A medida foi adotada após a Prefeitura encaminhar à plataforma uma lista com unidades construídas com incentivos públicos destinadas à moradia de famílias de baixa e média renda.
Os imóveis fazem parte dos programas de Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP), criados para facilitar o acesso à casa própria. Pela legislação municipal, essas unidades não podem ser utilizadas para hospedagem temporária, já que o objetivo é atender famílias que necessitam de moradia permanente.
A retirada dos anúncios ocorre após pressão da Prefeitura e de investigações conduzidas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura o uso irregular de apartamentos subsidiados por investidores para obtenção de lucro com locações de curta duração. O Ministério Público também acompanha o caso.
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Em nota, o Airbnb informou que continuará colaborando com o poder público e que dará suporte aos hóspedes afetados por eventuais cancelamentos de reservas. A plataforma afirmou ainda que reforçará os mecanismos para impedir que imóveis enquadrados como habitação social sejam anunciados de forma irregular.
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A medida faz parte de uma ofensiva da Prefeitura de São Paulo para evitar o desvio da finalidade dos programas habitacionais, garantindo que os imóveis subsidiados permaneçam destinados às famílias de baixa renda e não sejam transformados em hospedagens de curta temporada.