Centro Mundial Bektashi, área escolhida pelo primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, para abrigar um futuro Estado nos moldes do Vaticano
Uma proposta inusitada e polêmica está sacudindo a Albânia e já provoca debates intensos dentro e fora do país. O primeiro-ministro Edi Rama pretende ceder uma parte da capital Tirana para criar um novo Estado muçulmano soberano, algo que pode virar completamente o jogo político e religioso na região.
A ideia, que começou a circular em 2024, avançou e em março de 2026 ainda está em fase de elaboração, mas já causa desconforto e divisão. Se for aprovada, a medida pode dar origem ao menor país do mundo, superando até o Vaticano. O território seria minúsculo, equivalente a poucos quarteirões, funcionando como um enclave independente dentro da própria capital albanesa.
O plano prevê que a área fique sob controle da Ordem Bektashi, uma vertente do islamismo com características mais flexíveis. O local teria administração própria, passaportes e até fronteiras, mas com uma proposta incomum: sem exército, sem polícia e sem impostos, funcionando como um “Estado espiritual”.
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O líder religioso Edmond Brahimaj, conhecido como Baba Mondi, é apontado como o possível comandante do novo território. Ele defende uma visão moderada do islamismo e afirma que o objetivo não é impor regras rígidas, mas sim representar uma mensagem de tolerância ao mundo.
Segundo Rama, a criação do microestado serviria para combater o estigma contra muçulmanos e mostrar uma face mais aberta da religião. Nos planos divulgados, o território permitiria consumo de álcool, liberdade de vestimenta e não teria imposições rígidas de comportamento.
Mas nem todo mundo comprou essa ideia. A proposta enfrenta resistência dentro do próprio país, inclusive de instituições religiosas que afirmam não terem sido consultadas. Especialistas alertam que a medida pode gerar um precedente perigoso e até desestabilizar o equilíbrio entre religiões na Albânia.
Críticos também levantam outro temor: o de que a criação desse enclave faça o país ser rotulado internacionalmente como um Estado islâmico, algo que pode ter impacto político e diplomático.
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Mesmo com a pressão, a Ordem Bektashi insiste que o projeto é puramente espiritual e nega qualquer intenção política mais ampla. Ainda assim, o plano segue como uma verdadeira bomba prestes a explodir no cenário europeu, com potencial para provocar consequências imprevisíveis.