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Alckmin evita guerra, elogia parceria com a Rússia e diz que relação comercial ainda está abaixo do potencial
Foto: Reprodução

Fala de vice-presidente foi ao lado do primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin

Ao abrir uma reunião de alto nível com autoridades da Rússia nesta quinta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que parcerias internacionais sólidas vão além de momentos políticos e se sustentam em interesses estruturais bem definidos. Sem tocar em temas delicados, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, ele preferiu destacar a força das duas economias e o potencial ainda pouco explorado da relação bilateral.

 

— Brasil e Rússia são economias de grande escala, com ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. Isso abre oportunidades reais para ampliar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial — afirmou Alckmin.

 

A delegação russa é chefiada pelo primeiro-ministro Mikhail Mishustin, que desembarcou no Brasil acompanhado de seis ministros. Ele atua como enviado do presidente Vladimir Putin, que não pode deixar a Rússia devido a um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

 

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Durante o encontro no Itamaraty — que será seguido por um almoço oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Alckmin reconheceu que, apesar de relevante, o comércio entre os dois países ainda está longe do potencial máximo. Também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ele apontou como prioridades a cooperação internacional, o fortalecimento do agronegócio, energia, ciência, tecnologia, inovação, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável.

 

— Em todas essas áreas, buscamos integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica — disse.

 

Segundo o vice-presidente, o comércio bilateral movimentou cerca de US$ 11 bilhões em 2025, um número considerado expressivo, mas ainda modesto diante da capacidade produtiva e logística das duas nações. Ele destacou a necessidade de ampliar o intercâmbio com mais equilíbrio e maior valor agregado.

 

— Esperamos que essas subcomissões avancem na diversificação do comércio, no estímulo a investimentos produtivos e em parcerias que gerem crescimento sustentável e benefícios mútuos — afirmou.

 

Alckmin também ressaltou a política de neoindustrialização adotada pelo governo federal. “O Brasil aposta em uma indústria mais verde, mais digital e integrada às cadeias globais de valor”, disse, acrescentando que o governo vê com “grande interesse” a ampliação de investimentos russos no país, especialmente nos setores químico, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura.

 

Ele destacou ainda que empresas brasileiras também podem ampliar sua presença na Rússia, principalmente nos setores de alimentos processados, máquinas, equipamentos, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais. Para isso, defendeu a redução de entraves logísticos e o fortalecimento do diálogo técnico entre os dois países.

 

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Rússia chegou a US$ 10,9 bilhões. As exportações brasileiras somaram US$ 1,5 bilhão, o equivalente a 0,4% do total exportado pelo país, com alta de 5% em relação a 2024. Os principais produtos enviados foram carne bovina, café não torrado e soja.

 

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Já as importações vindas da Rússia totalizaram US$ 9,4 bilhões, concentradas principalmente em óleos combustíveis e fertilizantes químicos. O valor representa uma queda de 14,2% em comparação a 2024, quando o volume chegou a US$ 10,9 bilhões. 

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