Esquema utiliza publicações aparentemente comuns para levar interessados a aplicativos de mensagens; população deve denunciar e não compartilhar material suspeito
Criminosos estão utilizando redes sociais populares, como o TikTok, para atrair pessoas interessadas em conteúdo de abuso sexual infantil e, posteriormente, direcioná-las para aplicativos de mensagens, principalmente o Telegram. A estratégia utiliza publicações aparentemente comuns e mecanismos para dificultar a identificação pelas plataformas.
O esquema pode começar nos comentários de vídeos, onde os envolvidos recorrem a mensagens indiretas e linguagem codificada para estabelecer contato com possíveis interessados. A negociação é então transferida para ambientes privados, onde podem ocorrer ofertas e tentativas de comercialização do material ilegal.
Os criminosos também podem utilizar sistemas automatizados, conversas privadas e diferentes formas de pagamento, inclusive transferências digitais e criptomoedas. Em alguns casos, pequenas amostras são usadas para convencer potenciais compradores e estimular novas negociações.
Veja também
.jpg)
CNJ faz correição no gabinete de desembargador citado em mensagens de Vorcaro
A produção, o armazenamento, o compartilhamento e a comercialização de imagens ou vídeos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes são crimes previstos na legislação brasileira. Por isso, especialistas recomendam que usuários não procurem grupos, perfis, códigos ou links relacionados a esse tipo de conteúdo.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Pais, responsáveis e qualquer pessoa que encontre material suspeito não devem baixar, salvar, compartilhar ou tentar investigar o conteúdo por conta própria. A orientação é denunciar a publicação diretamente à plataforma e procurar os canais oficiais das autoridades, evitando também repassar links ou arquivos para outras pessoas. As plataformas informam que adotam medidas para remover conteúdos de exploração sexual infantil e bloquear contas envolvidas.