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ALERTA NO LITORAL: quase 2 mil pinguins são encontrados mortos em Santa Catarina e número preocupa pesquisadores
Foto: Reprodução

Maioria das quase 2 mil aves mortas foi achada neste mês de junho, segundo Projeto de Monitoramento de Praias. Carcaças são recolhidas para análise da causa da morte

O número de pinguins-de-magalhães encontrados mortos em Santa Catarina em 2026 já preocupa pesquisadores. De acordo com dados divulgados pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), 1.910 aves foram encontradas sem vida no litoral catarinense somente no primeiro semestre deste ano.

 

O total representa o maior registro desde o início do monitoramento, em 2015, e supera com folga a média histórica para o período. Segundo o coordenador-geral do PMP-BS em Santa Catarina e Paraná, André Barreto, normalmente são registrados entre 350 e 1.300 casos até junho.

 

Apesar de parte das mortes ser considerada natural durante o processo migratório da espécie, o volume registrado em 2026 chamou a atenção dos especialistas.

 

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Os pinguins-de-magalhães vivem em colônias na Patagônia argentina e iniciam sua migração em direção ao litoral brasileiro a partir de abril. Grande parte dos animais encontrados mortos são jovens que enfrentam dificuldades durante a longa jornada.

 

De acordo com os pesquisadores, cerca de 90% dos pinguins encontrados mortos em Santa Catarina são juvenis. Muitos chegam debilitados, com pouca reserva de gordura e em estado avançado de exaustão, quadro conhecido pelos veterinários como “síndrome do pinguim encalhado”.

 

As causas para o aumento expressivo de mortes ainda não foram identificadas. Especialistas acreditam que fatores ambientais, condições oceanográficas e até a quantidade de animais nascidos nas colônias argentinas podem estar relacionados ao fenômeno.

 

Todas as carcaças encontradas passam por avaliação das equipes do projeto. Quando possível, são realizadas necropsias para tentar determinar a causa da morte e coletar informações que auxiliem nas pesquisas.

 

A migração dos pinguins-de-magalhães segue até setembro, período em que novos registros ainda devem ocorrer. Após o encerramento da temporada, os pesquisadores irão cruzar os dados com informações ambientais para tentar compreender os fatores que contribuíram para o aumento dos encalhes e mortes neste ano.

 

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O PMP-BS orienta que, ao encontrar um pinguim vivo ou morto na praia, a população acione imediatamente a equipe responsável pelo telefone 0800 642 3341 e evite tocar ou tentar devolver o animal ao mar. 

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