Jason Miller, ex-assessor de Trump, ironizou fala do presidente Lula sobre a classificação de facções criminosas como terroristas
A tensão entre aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governo brasileiro ganhou um novo capítulo após a decisão americana de classificar as facções PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida provocou forte reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a postura dos EUA e acusou adversários políticos de incentivarem a decisão.
Após as declarações de Lula, aliados do governo Trump passaram a reagir nas redes sociais. Um dos apoiadores do presidente americano ironizou as críticas feitas pelo petista e publicou a expressão “chora mais”, em tom de deboche contra a reação do governo brasileiro.
Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tratado como uma “republiqueta” e classificou como interferência externa a decisão dos Estados Unidos. O presidente também criticou o senador Flávio Bolsonaro, acusando-o de atuar junto ao governo americano para pressionar o Brasil no tema relacionado ao combate às facções criminosas.
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A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e deve entrar em vigor nos próximos dias. O governo dos EUA afirma que as facções possuem atuação internacional e representam ameaça à segurança regional.
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— Jason Miller (@JasonMiller) May 30, 2026
Cry Harder, @LulaOficial! https://t.co/ZhzYwvpVAD
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O episódio ampliou o desgaste diplomático entre Brasília e Washington e também elevou a disputa política em torno da segurança pública no Brasil. Enquanto o governo Lula critica a medida por considerar que ela afeta a soberania nacional, aliados da oposição defendem a decisão americana como uma forma de ampliar o combate ao crime organizado.