Segundo Isabel Mega, no CNN Novo Dia, estratégia dos apoiadores é continuar alegando fragilidade na saúde do ex-presidente para evitar sua transferência para o complexo penitenciário
Aliados de Jair Bolsonaro mantêm a pressão por prisão domiciliar e evitam se conformar com a possível transferência do ex-presidente para o Complexo Penitenciário da Papuda, especificamente para a área conhecida como Papudinha. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN, Isabel Mega, no CNN Novo Dia.
Segundo Mega, existe uma construção histórica da defesa de Bolsonaro que retrata seu quadro de saúde como principal motivo para justificar a volta ao regime domiciliar. O Supremo Tribunal Federal (STF), por sua vez, adota uma abordagem cautelosa.
Em despacho, o ministro Alexandre de Moraes destacou uma cronologia de exames, apontando que os documentos apresentados pela defesa são antigos. Argumentou que, se houvesse verificado a necessidade de uma nova cirurgia, isso deveria ter sido informado quando ocorreu a prisão, em 22 de novembro.
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CONDIÇÕES DE DETENÇÃO E ESTRATÉGIAS DA DEFESA
Entre os locais avaliados para a transferência de Bolsonaro está a Papudinha, unidade que abriga presos com direito a condições diferenciadas e área menor do Complexo Penitenciário da Papuda, onde está detido o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, oferece condições melhores que as atuais para o ex-presidente.
Na Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro tem circulação muito restrita e permanece em uma sala de 12 metros quadrados. Já na Papudinha, o espaço é de 54 metros quadrados, dividido em algumas salas, incluindo cozinha e um pequeno quintal onde é possível circular.
"Ao mesmo tempo em que os aliados avaliam que esta transferência poderia melhorar a situação de cumprimento de pena do ex-presidente da República, não vão falar isso abertamente", destaca Mega. "Vão continuar com esta estratégia de dizer 'olha, o que a gente entende é que Jair Bolsonaro precisa ir para prisão domiciliar, não tem outra opção'".
Nos últimos dias, os filhos e aliados próximos do ex-presidente veicularam imagens antigas de crises de soluço. Contudo, a analista lembra que os vídeos não mostram a situação atual de Bolsonaro, já que desde a decretação da sua prisão domiciliar há proibição de uso de mídias. "Isso tudo faz parte das estratégias que são conjugadas entre a política e a jurídica", explica Mega.
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Com a proximidade do Natal, cresce a preocupação entre apoiadores para que o ex-presidente não passe a data na Superintendência da Polícia Federal. A expectativa agora é pela realização da perícia independente determinada pelo STF, que poderá definir os próximos passos sobre o futuro de Bolsonaro.
Fonte: CNN