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Aliados de Flávio Bolsonaro reagem à decisão de Moraes que proíbe visitas a Jair Bolsonaro por 90 dias
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exibe carta escrita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos próximos 90 dias provocou forte reação entre aliados do pré-candidato do PL à Presidência da República.

 

Nos bastidores da campanha, integrantes do núcleo político de Flávio classificaram a medida como estratégica por coincidir com um período considerado decisivo para a organização eleitoral da direita. Na prática, a restrição impede encontros entre pai e filho até o primeiro turno das eleições.

 

Segundo interlocutores ligados ao senador, a decisão afeta diretamente a interlocução entre os dois em um momento de definição de alianças estaduais, composição de chapas e preparação da convenção partidária que deverá oficializar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro ainda neste mês.

 

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Aliados também contestam o entendimento de Moraes de que a leitura pública de uma carta escrita por Jair Bolsonaro teria violado as medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

 

“Flávio não utilizou redes sociais. Ele apenas leu uma carta do pai, assim como já havia feito anteriormente quando Bolsonaro o escolheu como candidato da família. Se o ex-presidente pode conceder entrevistas, qual seria a diferença de ter uma carta lida por terceiros?”, questionou um interlocutor próximo ao senador.

 

O grupo político também argumenta que relatar ou reproduzir manifestações do ex-presidente não deveria ser interpretado automaticamente como descumprimento das restrições determinadas pela Justiça.

 

DECISÃO DE MORAES

 

Ao justificar a medida, Alexandre de Moraes destacou uma declaração feita por Flávio Bolsonaro antes da leitura da carta do pai.

 

Na ocasião, o senador afirmou que se tratava de “um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação”.

 

Para o ministro, a fala indica que Jair Bolsonaro tinha conhecimento de que o conteúdo seria amplamente divulgado, inclusive por meio das redes sociais, o que poderia configurar descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar plataformas digitais de forma direta ou indireta.

 

MEDIDAS CAUTELARES

 

Em setembro do ano passado, Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.

 

Entre as medidas cautelares determinadas por Alexandre de Moraes está a proibição de utilização de redes sociais, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.

 

Os aliados de Flávio Bolsonaro sustentam que a leitura da carta não se enquadra nessa restrição e afirmam que a decisão amplia o alcance das medidas impostas ao ex-presidente.

 

IMPACTO POLÍTICO

 

A restrição ocorre em meio aos preparativos finais da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e amplia o clima de tensão entre o grupo bolsonarista e o Supremo Tribunal Federal.

 

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Nos bastidores, aliados avaliam que a impossibilidade de contato presencial entre pai e filho poderá dificultar decisões estratégicas da campanha, especialmente em um momento considerado crucial para a consolidação dos palanques estaduais e da estrutura eleitoral do partido em todo o país. 

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