Grupo defende participação dentro da estratégia que tenta desconstruir o adversário, mas flanco para ataques de outros candidatos é obstáculo
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender com mais força a participação dele no debate presidencial da TV Globo, marcado para 1º de outubro. A discussão ganhou espaço dentro da campanha na reta final do primeiro turno, enquanto pesquisas recentes mostram uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. A participação do presidente, porém, ainda não está confirmada.
Lula não participou dos primeiros debates desta eleição, e a campanha vinha avaliando que sua ausência evitaria uma situação em que ele tivesse de enfrentar simultaneamente candidatos de direita e centro-direita. Agora, integrantes de sua equipe passaram a considerar que a presença em um confronto direto poderia ser importante para a estratégia eleitoral nas últimas semanas antes da votação.
A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, mantém a posição de que o senador só deve participar do debate da Globo caso Lula também esteja presente. Segundo informações divulgadas pela CNN, aliados de Flávio consideravam, até esta semana, pouco provável que o presidente comparecesse ao evento.
Veja também

Cury diz que Lula vai 'destruir' Flávio no 2º turno: 'Se o pai perdeu, o filho também vai'
O cenário das pesquisas contribuiu para a discussão dentro das campanhas. Levantamento Datafolha divulgado em 17 de setembro apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio, em situação de empate técnico dentro da margem de erro. Em uma simulação de segundo turno, os dois também apareciam tecnicamente empatados, com 46% para Lula e 44% para Flávio.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
A decisão sobre o debate deve ser tomada pela campanha de Lula nos próximos dias. O encontro da TV Globo está previsto para reunir os principais candidatos que atendam aos critérios estabelecidos pela emissora. Enquanto isso, as campanhas intensificam as agendas e a busca por eleitores na reta final do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.