Seleção estreia no Mundial de 2026 no sábado, às 19h, contra Marrocos, em Nova Jersey; atleta do Liverpool se igualará a Taffarel e Gylmar
Alisson foi o escolhido para a entrevista coletiva desta quinta-feira, a dois dias da estreia do Brasil, e a instabilidade defensiva foi abordada. O time de Carlo Ancelotti sofreu gols em todos os quatro amistosos realizados em 2026.
- A gente não quer isso. Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Acho que uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol, o adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol. A gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de preparação, de testes, que foram escolhidos pelo mister. Acho que dos três gols que sofremos dois eram completamente evitáveis. E a gente conversou sobre o que tinha que ter sido feito diferente, até mesmo no gol de falta.
O camisa 1, porém, disse que foi positivo apresentar esses problemas exatamente em partidas anteriores à Copa do Mundo para evitar a repetição dos erros durante a campanha na competição.
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- Buscamos olhar também pelo lado positivo que aconteceu nos amistosos para não acontecer na Copa do Mundo. Nos dá oportunidade de corrigir aquilo que tem ser corrigido. Às vezes se a bola desvia e não entra por algum fato não tem tanta atenção em cima disso, mas quando nos custa um gol temos que estar muito ligados nisso. Esse aspecto defensivo é extremamente importante na Copa do Mundo, uma competição de tiro curto. Nós queremos ter uma defesa sólida, uma equipe que defende junto, totalmente focado em não sofrer gols. Depois a gente sabe que vai criar chances e ter oportunidades. Nos deixou desconfortáveis nos amistosos, mas são coisas que ajustamos agora para a Copa.
Alisson vai se tornar o goleiro brasileiro com mais participações em Copas do Mundo, chegando à terceira da carreira. O atleta do Liverpool não escondeu o orgulho por se colocar ao lado de Taffarel, ídolo de infância dele, e Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial com a Seleção, em 1958 e 1962.
- Se for dizer uma palavra para definir o sentimento é honra. Poder estar junto com esses gigantes da história da seleção brasileira é um privilégio. É muito bom poder disputar mais uma Copa do Mundo. Quando eu assistia como criança, sonhava em estar aqui, mas era uma realidade muito distante. Hoje, quando paro para pensar, é um privilégio e uma bênção disputar uma Copa do Mundo com a camisa da maior seleção. Me sinto muito honrado.
O goleiro de 33 anos também falou de oscilações do Brasil durante o último ciclo que antecedeu a disputa da Copa do Mundo de 2026 e foi convidado a comparar com as preparações anteriores às edições de 2018 e 2022.
— Eu acho que todos os períodos tiveram suas características. É inegável que esse último foi muito difícil. Sentimos na pele a dificuldade que tivemos, por vários fatores. Mas o mais importante é o momento em que nos encontramos agora. Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte e nos dá essa tranquilidade de um ambiente focado no trabalho, sem polêmicas ou outras questões. Dentro de tudo isso, que aconteceu, o mais importante é o momento que nos encontramos agora. É isso que importa. O momento que a equipe vai para disputar o primeiro jogo.
Alisson ainda falou das críticas sofridas durante o ciclo, tratando-as como dentro do esperado. Para eles, são consequência de o Brasil não vencer a Copa do Mundo há muito tempo.
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- Naturais. As cobranças são naturais. Injustas ou não, faz parte do futebol e do pacote que é vestir essa camisa. Os torcedores querem que quem vista essa camisa conquiste títulos. Eu já experimentei isso conquistando uma Copa América, mas nada se compara a conquistar uma Copa do Mundo. Esse é o objetivo. As críticas vêm por isso também, por não termos ganhado nas outras oportunidades.