Coletivo Garotas de Vermelho, formado por estudantes de escola pública, distribui kits de saúde menstrual, promove rodas de conversa e já impactou mais de 30 escolas no Rio Grande do Sul
Um grupo de alunas de uma escola pública do Rio Grande do Sul transformou um problema enfrentado por muitas estudantes em uma iniciativa de impacto social. As jovens criaram um projeto voltado ao combate da pobreza menstrual, com a produção de kits de saúde menstrual para ajudar meninas que deixam de frequentar as aulas por falta de acesso a produtos de higiene.
A iniciativa nasceu a partir de relatos de colegas que precisavam improvisar alternativas durante o período menstrual ou faltavam à escola por não terem condições de comprar absorventes. A partir dessa realidade, as estudantes decidiram desenvolver uma solução que unisse educação, acolhimento e empreendedorismo social.
Batizado de Garotas de Vermelho, o projeto foi criado por alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint Hilaire, em Porto Alegre. Os kits desenvolvidos pelo grupo incluem absorventes reutilizáveis de algodão, uma bolsa térmica de sementes para auxiliar no alívio das cólicas e um livro educativo produzido pelas próprias estudantes.
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Além da distribuição dos materiais, as jovens também realizam atividades educativas para discutir saúde menstrual e combater o tabu em torno do tema. A proposta ganhou reconhecimento e chegou a outras instituições de ensino do Rio Grande do Sul, além de conquistar premiação nacional de empreendedorismo social.
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Foto: Reprodução/PEGN
Segundo as criadoras, a venda solidária dos kits ajuda a financiar a produção de novos materiais que são destinados a meninas em situação de vulnerabilidade. O projeto também envolve profissionais responsáveis pela confecção dos produtos, fortalecendo uma rede de apoio em torno da iniciativa.
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A ação das estudantes chama atenção para um problema que ainda afeta milhares de brasileiras. A falta de acesso adequado a produtos menstruais pode comprometer a frequência escolar e a qualidade de vida de meninas e mulheres em situação de baixa renda.