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Amazonas aparece entre os estados com menor renda média do país, aponta levantamento do IBGE
Foto: Reproduçao

O estudo considera os rendimentos recebidos por moradores de cada residência, divididos pelo número de pessoas que vivem no mesmo domicílio

O Amazonas voltou a registrar um dos piores índices de renda média mensal do Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado ocupa atualmente a sexta pior posição no ranking nacional de rendimento domiciliar per capita, revelando dificuldades econômicas enfrentadas por grande parte da população amazonense.


De acordo com o levantamento, a renda média mensal no Amazonas permanece abaixo da média nacional, evidenciando desigualdades econômicas históricas que atingem principalmente regiões do interior do estado. O estudo considera os rendimentos recebidos por moradores de cada residência, divididos pelo número de pessoas que vivem no mesmo domicílio.


Os dados do IBGE mostram que, apesar da presença da Zona Franca de Manaus e do Polo Industrial, a riqueza produzida no estado não tem se refletido de forma equilibrada na renda da população. Especialistas apontam que fatores como informalidade, desemprego, baixa escolaridade e dificuldades logísticas contribuem para os baixos indicadores econômicos.

 

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O levantamento também destaca que estados das regiões Norte e Nordeste continuam concentrando as menores rendas médias do país. No Amazonas, a situação é agravada pelas enormes distâncias entre os municípios e pela dificuldade de acesso a serviços básicos, educação e oportunidades de emprego em áreas mais isoladas.


Economistas afirmam que o crescimento econômico do Amazonas ocorre de maneira concentrada em determinados setores, especialmente na indústria instalada em Manaus. Enquanto isso, grande parte da população do interior depende de atividades de baixa renda, programas sociais e empregos informais para sobreviver.

 

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Outro fator apontado como desafio é o alto custo de vida no estado. Em muitos municípios amazonenses, produtos básicos chegam com preços elevados devido às dificuldades de transporte fluvial e aéreo, reduzindo ainda mais o poder de compra das famílias. Em cidades isoladas, alimentos, combustível e medicamentos frequentemente custam acima da média nacional.


Especialistas também alertam para os impactos sociais provocados pela baixa renda média. Problemas como insegurança alimentar, evasão escolar, dificuldade de acesso à saúde e aumento da vulnerabilidade social costumam ser mais intensos em regiões economicamente fragilizadas.


Apesar do cenário preocupante, o Amazonas apresentou alguns avanços em indicadores de emprego nos últimos anos, impulsionados principalmente pela recuperação gradual da atividade industrial em Manaus. Ainda assim, analistas avaliam que os resultados positivos não foram suficientes para alterar significativamente a posição do estado no ranking nacional de renda.

 

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Nas redes sociais, os números divulgados pelo IBGE provocaram debates entre internautas amazonenses. Muitos criticaram a concentração econômica na capital e cobraram maiores investimentos em educação, infraestrutura e geração de empregos no interior do estado para reduzir as desigualdades regionais. 

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