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Amazonas ultrapassa 35 mil casos de malária em 2026, apesar de queda nas notificações
Foto: Divulgação

Manaus concentra mais de 5 mil registros da doença, enquanto áreas rurais e terras indígenas estão entre as regiões mais afetadas; autoridades recomendam atenção aos sintomas e reforço da prevenção.

O Amazonas registrou mais de 35 mil casos de malária entre janeiro e o início de outubro de 2026, conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Somente nos primeiros 13 dias de outubro, foram contabilizadas 189 novas notificações da doença no estado.

 

Apesar do número elevado, os registros apontam uma redução em relação ao mesmo período de 2025, quando o Amazonas havia ultrapassado 53 mil casos confirmados. Mesmo com a queda, a malária continua sendo uma preocupação para a saúde pública, especialmente em localidades com maior exposição ao mosquito transmissor.

 

Entre os municípios amazonenses, Manaus aparece na primeira posição, com mais de 5 mil diagnósticos registrados no período. São Gabriel da Cachoeira ocupa a segunda posição, com mais de 3 mil casos, enquanto Barcelos e Eirunepé contabilizam mais de 2 mil ocorrências cada.

 

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A doença atinge principalmente áreas rurais e terras indígenas, onde fatores ambientais e as condições de acesso aos serviços de saúde podem dificultar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

Em relação à faixa etária, crianças e adolescentes de 10 a 19 anos estão entre os grupos com maior número de registros no estado, segundo os dados apresentados.

 

FEBRE E CALAFRIOS ESTÃO ENTRE OS PRINCIPAIS SINTOMAS

 

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles.

 

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, tremores, suor intenso, cansaço, náuseas e vômitos. As manifestações podem variar de acordo com o caso, e a doença pode evoluir para formas graves quando não é diagnosticada e tratada adequadamente.

 

Por isso, pessoas que vivem ou estiveram em áreas de transmissão e apresentam sintomas suspeitos devem procurar atendimento de saúde o mais rápido possível. O diagnóstico é feito por exames específicos, e o tratamento deve ser iniciado conforme a avaliação dos profissionais de saúde.

 

COMO PREVENIR A MALÁRIA

 

A prevenção exige cuidados para reduzir o contato com o mosquito transmissor, sobretudo em regiões onde a doença é frequente. Entre as medidas recomendadas estão:

Utilizar repelentes conforme as orientações do fabricante.

Vestir roupas que cubram braços e pernas, principalmente em áreas de risco.

Dormir sob mosquiteiros, preferencialmente impregnados com inseticida quando indicados.

Instalar telas em portas e janelas, sempre que possível.

 

Procurar uma unidade de saúde ao apresentar sintomas suspeitos, especialmente após permanecer em áreas de transmissão.

 

Embora os registros de 2026 indiquem uma redução em comparação com o ano anterior, o volume de casos reforça a importância de manter as medidas preventivas e ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

 

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A identificação precoce da malária é fundamental para evitar complicações e reduzir a transmissão. Diante de febre, calafrios ou outros sintomas compatíveis, a orientação é não adiar a avaliação médica. 

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