Estudo brasileiro indica que sinais do autismo podem não ser identificados devido às limitações motoras da doença
Crianças com atrofia muscular espinhal tipo 1 podem apresentar sinais parecidos com os do transtorno do espectro autista, mas que acabam passando despercebidos na prática clínica. O problema é que a própria doença interfere na forma como esses sinais aparecem, dificultando o reconhecimento precoce.
A AME tipo 1 é uma condição genética rara que causa fraqueza muscular intensa desde os primeiros meses de vida. Com os avanços da medicina, essas crianças passaram a viver mais, e isso abriu espaço para observar melhor aspectos do desenvolvimento cognitivo e comportamental que antes não eram tão evidentes.
O estudo, publicado na revista científica Developmental Medicine and Child Neurology, identificou que alguns comportamentos associados ao autismo podem estar presentes nesses pacientes, como dificuldades de interação social, alterações na comunicação e comportamentos repetitivos. Porém, isso não significa um diagnóstico fechado.
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A grande dificuldade está no fato de que muitos dos critérios usados para identificar o autismo dependem de habilidades motoras, como gestos e respostas físicas, que já estão comprometidas pela AME. Isso faz com que testes tradicionais de triagem não sejam totalmente eficazes, podendo levar à subidentificação dos sinais.
Os pesquisadores alertam que o diagnóstico precoce do autismo é essencial para iniciar intervenções importantes no desenvolvimento da criança. Quando esses sinais não são reconhecidos, o acompanhamento pode atrasar, impactando diretamente a qualidade de vida.
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Por isso, especialistas defendem uma adaptação na forma de avaliação, levando em conta as limitações motoras desses pacientes. A ideia é olhar além da parte física e entender melhor o comportamento, garantindo que essas crianças recebam o suporte adequado no momento certo.