O escritor John Green, autor de um livro de não ficção sobre a tuberculose
Conhecido mundialmente por sucessos como A Culpa é das Estrelas e Cidades de Papel, o escritor John Green afirma ter encontrado um novo propósito de vida, e ele envolve uma das doenças mais antigas e mortais da humanidade, a tuberculose.
Após vender milhões de livros e conquistar o público jovem, o autor decidiu usar sua fama para chamar atenção para um problema que, segundo ele, o mundo insiste em ignorar. Em sua nova obra, Tudo é tuberculose: a história e a reincidência de nossa infecção mais mortal, ele mostra como a doença ainda mata cerca de 1,2 milhão de pessoas por ano, mesmo existindo tratamento eficaz.
John Green faz um alerta preocupante ao dizer que a situação deve piorar nos próximos anos. Ele aponta guerras, falta de investimento e decisões políticas como fatores que agravam ainda mais o cenário global. Segundo o autor, cortes no financiamento da saúde durante o governo de Donald Trump chegaram a interromper tratamentos de centenas de milhares de pessoas, o que resultou em mortes e no surgimento de formas mais resistentes da doença.
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Para ele, o problema não é falta de tecnologia ou conhecimento, mas sim de vontade política e empatia. Ele afirma que seria possível controlar a tuberculose em poucos anos se houvesse investimento suficiente para diagnosticar casos, tratar pacientes e prevenir novos contágios.
Outro ponto que chama atenção é o forte estigma que ainda cerca a doença. Em muitos lugares do mundo, pacientes são abandonados por suas próprias famílias, e há situações em que profissionais de saúde precisam lidar até com o enterro de vítimas por causa do medo e preconceito.
O autor compara essa realidade com o passado de doenças como o câncer, que também já foi cercado por silêncio e julgamento, mas hoje é tratado de forma mais aberta. Para ele, dar voz a quem vive com a doença é um dos caminhos para combater esse estigma.
Mesmo sendo uma figura influente, John Green deixa claro que a solução não está apenas na filantropia. Ele defende que governos precisam assumir a responsabilidade, investir em saúde pública e garantir acesso universal ao tratamento, principalmente para populações mais vulneráveis.
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Determinando, ele afirma que esse não é um projeto passageiro. Segundo o escritor, esse é agora o grande trabalho de sua vida, e ele pretende continuar usando sua voz para pressionar mudanças e evitar que milhões de pessoas continuem morrendo de uma doença que já tem cura.