Documento lançado nesta segunda-feira (18) em Brasília mostra que o ritmo de aquecimento de 1991 a 2025 é o mais alto desde o início das medições, em 1900. México lidera, com 0,34°C por década
A América Latina e o Caribe estão enfrentando o período de aquecimento mais acelerado já registrado, segundo relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento aponta que a região sofre impactos cada vez mais intensos das mudanças climáticas, com ondas de calor extremas, secas severas, enchentes e eventos climáticos fora do padrão.
De acordo com o levantamento, os últimos anos apresentaram temperaturas médias recordes em vários países latino-americanos, agravando crises ambientais, problemas no abastecimento de água e prejuízos à agricultura.
A OMM destacou que o aumento da temperatura na região vem acontecendo em ritmo superior ao observado em décadas anteriores, impulsionado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa e pelos efeitos do fenômeno El Niño.
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O relatório também alerta para o avanço do derretimento de geleiras nos Andes, aumento do nível do mar em áreas costeiras e crescimento da frequência de desastres naturais em países da América Central e do Caribe.
Especialistas afirmam que os impactos climáticos já afetam diretamente a economia, a segurança alimentar e a saúde da população, principalmente em áreas vulneráveis e de baixa infraestrutura.
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Segundo a organização, governos da região precisarão acelerar políticas de adaptação climática e proteção ambiental para reduzir os danos provocados pelas mudanças no clima.