Ex-prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos) também chegou a ser detido em 2016 sob acusação de ter funcionários fantasmas em seu gabinete da Câmara Municipal; ele acabou inocentado
O início da campanha de Tarcísio de Freitas à reeleição em São Paulo foi marcado por uma polêmica envolvendo um dos anfitriões do evento. O ex-prefeito de Osasco e candidato a deputado estadual Rogério Lins teve cerca de R$ 1,2 milhão bloqueados pela Justiça Federal em julho, em uma ação que apura suspeitas de irregularidades em contratos de ambulâncias durante a pandemia.
Lins recebeu Tarcísio em Osasco no primeiro dia oficial da campanha, neste domingo (16). Segundo a investigação, a Justiça determinou o bloqueio de valores nas contas do ex-prefeito e de outros dois investigados. O processo apura possíveis irregularidades no pagamento de diárias de ambulâncias contratadas pela Secretaria de Saúde durante o período da Covid-19.
De acordo com informações citadas na ação, uma perícia teria identificado um aumento expressivo nos valores dos contratos. O custo mensal de uma ambulância teria saltado de R$ 12,5 mil para R$ 35 mil, resultando em um suposto superfaturamento estimado em aproximadamente R$ 1,2 milhão. O caso tramita sob segredo de Justiça e ainda não houve decisão definitiva sobre as acusações.
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Essa não é a primeira vez que Rogério Lins aparece relacionado a uma investigação. Em 2016, ele foi preso durante a Operação Caça-Fantasmas, que investigava um suposto esquema envolvendo funcionários fantasmas e desvio de parte dos salários de assessores na Câmara de Osasco. Segundo a reportagem consultada, Lins acabou absolvido em 2022 por falta de provas.
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Mesmo com a polêmica, Lins participou da abertura da campanha ao lado de Tarcísio. O governador aposta em uma ampla aliança política para a disputa de 2026 e conta com o apoio de partidos que garantiram palanques em centenas de municípios paulistas. As acusações contra Lins ainda estão em apuração e não representam condenação definitiva.