Medicamentos são ofertados em forma de caneta injetável
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, ao todo, 18 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo presente em remédios como Ozempic e Wegovy, utilizados no tratamento de diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso.
Entre as solicitações analisadas, um pedido foi reprovado em abril deste ano. Trata-se do medicamento Embeltah, produzido pela farmacêutica Dr. Reddy’s.
Até o momento, o único registro aprovado pela agência foi o da caneta emagrecedora Ozivy, desenvolvida pela EMS. O produto, que contém semaglutida sintética, já está disponível no mercado brasileiro com preços a partir de R$ 452.
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Os demais 16 pedidos seguem em avaliação pela Anvisa. Segundo a agência, parte das solicitações está em análise técnica, enquanto outras permanecem na fila para avaliação. A mais recente submissão foi feita em abril.
A semaglutida presente nesses medicamentos pode ser produzida de diferentes formas. No caso dos análogos sintéticos, como o Ozivy, a substância é obtida por síntese química, o que permite maior estabilidade e reprodução padronizada da molécula.
Já os medicamentos biológicos, como o Ozempic e o Wegovy, utilizam processos biotecnológicos mais complexos, envolvendo organismos vivos ou engenharia genética para produção do princípio ativo.
Os genéricos, por sua vez, são liberados após o fim da patente do medicamento de referência e precisam comprovar bioequivalência, ou seja, demonstrar no organismo o mesmo efeito do produto original.
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O Ozivy, primeiro aprovado no país, começou a ser comercializado recentemente no Brasil. O tratamento exige prescrição médica e aplicação semanal por meio de caneta injetável. O armazenamento também requer refrigeração entre 2 °C e 8 °C antes e após o uso.