A professora Justine Smith, da Flinders University: toxoplasmose recebe atenção limitada nas agendas globais de saúde
Apesar de muitas vezes ser associada apenas ao contato com gatos, a toxoplasmose continua sendo uma infecção cercada de desinformação e com riscos frequentemente subestimados, especialmente para gestantes e pessoas com imunidade comprometida.
Causada pelo parasita Toxoplasma gondii, a doença pode ser transmitida pelo consumo de água contaminada, carnes cruas ou malpassadas, frutas e verduras mal higienizadas, além do contato com fezes de animais infectados. Em muitos casos, a infecção não provoca sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Especialistas alertam que o maior perigo está na infecção durante a gravidez. Quando a gestante contrai toxoplasmose, o parasita pode ser transmitido ao bebê, aumentando o risco de malformações, problemas neurológicos, lesões oculares e até aborto.
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Em pessoas com baixa imunidade, como pacientes em tratamento oncológico ou com doenças que afetam o sistema imunológico, a toxoplasmose também pode evoluir para quadros graves, incluindo complicações cerebrais.
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Médicos reforçam que a prevenção passa por hábitos simples, como cozinhar bem os alimentos, higienizar frutas e verduras, lavar as mãos com frequência e manter cuidados adequados ao lidar com caixas de areia de gatos. A informação correta, segundo especialistas, é essencial para reduzir riscos e evitar alarmismos.