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Anvisa aperta regras contra canetas emagrecedoras irregulares e amplia fiscalização no Brasil
Foto: Reprodução

A medida ocorre em meio ao crescimento acelerado da procura por esses produtos e à pressão política envolvendo o tema

A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu endurecer o controle sobre o uso e a comercialização das chamadas canetas emagrecedoras, especialmente aquelas manipuladas sem critérios rigorosos ou trazidas do Paraguai. A medida ocorre em meio ao crescimento acelerado da procura por esses produtos e à pressão política envolvendo o tema.

 

Nos últimos dias, a agência passou a focar principalmente em dois pontos críticos: o mercado paralelo de medicamentos sem registro e a produção em farmácias de manipulação fora dos padrões exigidos. Esses produtos, muitas vezes mais baratos que versões aprovadas como Ozempic e Mounjaro, levantam preocupações devido a casos frequentes de falsificação e baixa qualidade.

 

Como parte das mudanças, a Anvisa anunciou que pretende exigir maior rigor na origem dos insumos utilizados pelas farmácias de manipulação. A proposta prevê que apenas ingredientes provenientes de laboratórios certificados, com boas práticas de fabricação, possam ser utilizados. Além disso, será reforçada a obrigatoriedade de prescrição médica individual para cada paciente, após a constatação de que alguns estabelecimentos vinham produzindo em larga escala para abastecer clínicas.

 

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A fiscalização também ganhou reforço após operações da Polícia Federal, que investigam um esquema de irregularidades no setor. Em ações recentes, foram apreendidos medicamentos, equipamentos e até aeronaves, além do cumprimento de mandados em diversos estados. As investigações revelaram a dimensão do mercado ilegal, incluindo a entrada de grandes quantidades de substâncias ainda em estudo ou sem autorização para uso.

 

Outro passo importante foi a proibição de produtos vindos do Paraguai, como as marcas Gluconex e Tirzedral. A Anvisa determinou que esses itens não podem mais ser importados, comercializados ou utilizados no Brasil, nem mesmo para uso pessoal. Segundo a agência, esses medicamentos não possuem registro e não oferecem garantias mínimas de segurança, qualidade ou eficácia.

 

Anvisa fortalece fiscalização sobre canetas emagrecedoras

Foto: Reprodução

 

O aumento da circulação dessas canetas irregulares também chama atenção. Dados da Receita Federal apontam um salto significativo nas apreensões, indicando expansão do mercado clandestino. Em apenas um aeroporto, foi identificada cerca de uma tonelada de insumos ilegais, além de grandes volumes de substâncias capazes de gerar milhões de doses.

 

Apesar das medidas, o tema segue sensível. Especialistas e entidades médicas defendem maior controle devido aos riscos à saúde, enquanto parte da população pressiona por acesso mais fácil aos medicamentos, inclusive via Sistema Único de Saúde (SUS). Há ainda discussões políticas sobre quebra de patentes e ampliação da oferta desses tratamentos no país.

 

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Diante desse cenário, a Anvisa tenta equilibrar a necessidade de ampliar o acesso aos tratamentos com a responsabilidade de garantir que os produtos disponíveis no mercado atendam aos critérios básicos de segurança, qualidade e eficácia. 

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