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Doenças crônicas avançam no mundo e colocam sistemas de saúde sob forte pressão, alerta OCDE
Foto: Reprodução

O documento alerta que, na atual geração, mais pessoas vivem mais tempo, mas frequentemente o fazem com múltiplas doenças crônicas

O avanço das doenças crônicas não transmissíveis tem se consolidado como um dos maiores desafios globais para a saúde pública, segundo relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento aponta que enfermidades como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e problemas respiratórios crônicos estão em crescimento contínuo e já impactam mais pessoas do que em gerações anteriores.

 

Apesar do aumento da expectativa de vida em diversos países, a longevidade vem acompanhada de um novo cenário: mais pessoas vivendo por longos períodos com múltiplas doenças ao mesmo tempo, fenômeno conhecido como multimorbidade. Esse quadro compromete a qualidade de vida da população, limita a capacidade de trabalho e aumenta a demanda por cuidados médicos complexos.

 

Os impactos não se restringem à saúde individual. A OCDE alerta que o crescimento dessas doenças pressiona diretamente os sistemas de saúde, elevando custos tanto no setor público quanto no privado. Além disso, há reflexos econômicos importantes, como redução da produtividade e aumento dos gastos governamentais com assistência médica.

 

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Dados do relatório mostram a dimensão do problema: entre 1990 e 2023, a incidência de câncer aumentou cerca de 36%, enquanto doenças pulmonares crônicas cresceram 49%. Já as doenças cardiovasculares registraram alta superior a 27% no mesmo período. Em 2023, cerca de uma em cada dez pessoas nos países da OCDE vivia com diabetes, e uma em cada oito apresentava algum tipo de doença cardíaca.

 

Entre os principais fatores que explicam essa tendência estão o envelhecimento da população, o aumento da obesidade e a maior sobrevida de pacientes, que passam a conviver por mais tempo com essas condições. Embora avanços tenham sido registrados na redução de riscos como tabagismo e poluição, esses ganhos vêm sendo parcialmente anulados por novos desafios, especialmente ligados ao estilo de vida.

 

As projeções também preocupam. Mesmo que os fatores de risco permaneçam estáveis, o número de novos casos de doenças crônicas deve crescer cerca de 31% até 2050, impulsionado principalmente pelas mudanças demográficas. Além disso, a prevalência de pessoas com múltiplas doenças pode aumentar significativamente, elevando ainda mais a pressão sobre os sistemas de saúde.

 

Diante desse cenário, a OCDE reforça que a prevenção é a estratégia mais eficaz para enfrentar o problema. Medidas como incentivo a hábitos saudáveis, diagnóstico precoce e ampliação do acesso ao tratamento podem reduzir significativamente os impactos dessas doenças, tanto na saúde da população quanto na economia.

 

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O avanço das doenças crônicas evidencia uma transformação no perfil global de saúde e exige respostas estruturais dos governos. Sem políticas públicas eficazes e contínuas, a tendência é que os sistemas de saúde enfrentem dificuldades cada vez maiores para atender à crescente demanda nas próximas décadas. 

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