Agência proibiu a venda, distribuição e uso dos lotes após fabricante informar que não reconhece os produtos como originais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de três lotes falsificados do Enhertu, medicamento utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer. A medida foi publicada nesta quarta-feira (23) e atinge os lotes 432221, 432844 e 432862. A agência também proibiu o armazenamento, a venda, a distribuição, o transporte e o uso dos produtos.
A decisão foi tomada depois que a Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica, responsável pelo registro do medicamento no país, comunicou à Anvisa que não reconhece os três lotes como produtos originais. Com isso, as unidades foram classificadas como falsificadas e devem ser retiradas de circulação.
O Enhertu, cujo princípio ativo é o trastuzumabe deruxtecana, é um medicamento biológico administrado por via intravenosa. A terapia atua de forma direcionada contra células tumorais que apresentam determinadas características relacionadas à proteína HER2 e possui indicações aprovadas no Brasil para casos específicos de câncer de mama, pulmão e estômago.
Veja também

Fumaça sobre Manaus acende alerta para cuidados que vão além da saúde
‘SOS Vida’ da Prefeitura de Manaus passa a atender exclusivamente pela central telefônica 0800
A determinação da Anvisa vale para pessoas físicas e jurídicas que tenham unidades dos lotes envolvidos. A resolução publicada pela agência não identifica quem teria produzido ou colocado os medicamentos falsificados em circulação. A proibição, porém, é específica para os três lotes citados e não atinge as demais unidades originais e regularizadas do Enhertu.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Pacientes, familiares, hospitais, clínicas e farmácias devem conferir o número do lote nas embalagens. Caso uma unidade dos lotes 432221, 432844 ou 432862 seja encontrada, o produto não deve ser utilizado. A orientação é procurar o estabelecimento onde o medicamento foi adquirido e comunicar o serviço de saúde responsável pelo tratamento e as autoridades sanitárias.