Novas marcas ainda dependem da definição de preço pela CMED. Enquanto isso, Conitec deve decidir em setembro sobre a entrada do medicamento no SUS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de mais cinco medicamentos injetáveis à base de semaglutida, ampliando a oferta de tratamentos para diabetes tipo 2 no Brasil. As novas canetas — Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema — utilizam semaglutida produzida por via sintética e foram registradas por comparação com o Ozempic, medicamento de referência.
A chegada de novos fabricantes deve aumentar a concorrência no mercado e pressionar os preços para baixo, embora especialistas ressaltem que a redução não deve ocorrer de forma imediata. O custo ao consumidor dependerá da estratégia comercial de cada laboratório, da distribuição nas farmácias e da ampliação da oferta ao longo dos próximos meses.
A aprovação faz parte de um esforço da Anvisa para acelerar a análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida, iniciado em 2025 a pedido do Ministério da Saúde. A prioridade busca ampliar a disponibilidade desses tratamentos no país e criar condições para futuras políticas públicas voltadas ao acesso da população.
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Apesar do avanço, a incorporação da semaglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS) ainda depende de outras etapas. Após o registro sanitário, o medicamento precisa ser avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisa eficácia, segurança, impacto orçamentário e custo-benefício antes de recomendar sua oferta na rede pública.
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Com os novos registros, a Anvisa soma seis canetas sintéticas de semaglutida aprovadas desde o vencimento da patente do Ozempic, em março deste ano. A expectativa é que o aumento da concorrência favoreça o abastecimento do mercado brasileiro e,