Em dezembro de 2025, o país recebeu a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV
O Brasil deu um passo importante no combate às hepatites virais ao alcançar, por dois anos consecutivos, os critérios internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública. Com o resultado, o Ministério da Saúde encaminhou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) o dossiê que solicita a certificação oficial da conquista.
Os indicadores apresentados mostram que menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus da hepatite B, índice exigido internacionalmente para a certificação. Em 2025, a prevalência estimada foi de apenas 0,0111%, percentual considerado muito abaixo do limite estabelecido. Além disso, o país manteve cobertura superior a 98% no acompanhamento pré-natal e alcançou índices elevados de vacinação contra a doença entre recém-nascidos.
Segundo o Ministério da Saúde, os resultados são consequência da ampliação das ações de prevenção, incluindo a realização de testes durante o pré-natal, o tratamento antiviral das gestantes quando necessário, a aplicação da vacina contra hepatite B nas primeiras horas de vida e o uso da imunoglobulina em bebês de mães infectadas. Essas medidas reduziram significativamente o risco de transmissão vertical do vírus.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o fortalecimento da atenção primária foi decisivo para o alcance das metas. Ele afirmou que a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) permitiu ampliar o acesso ao pré-natal, ao diagnóstico precoce e à vacinação, fatores considerados fundamentais para interromper a cadeia de transmissão entre mãe e filho.
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Caso a certificação seja confirmada pela OMS, o Brasil ampliará sua lista de conquistas na área da saúde pública. Em dezembro de 2025, o país já havia recebido o reconhecimento internacional pela eliminação da transmissão vertical do HIV. Agora, o governo também trabalha para atingir a mesma meta em relação à sífilis, à doença de Chagas e ao HTLV até 2030, consolidando o país como referência mundial na prevenção dessas infecções.