Tratamento é indicado para a faixa etária de 3 meses a 6 anos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Farmanguinhos Arpraziquantel, um medicamento desenvolvido para o tratamento da esquistossomose em crianças de 3 meses a 6 anos. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e amplia as opções de tratamento para uma faixa etária que tinha limitações com as formulações tradicionais.
A esquistossomose, conhecida popularmente como xistose ou “barriga-d’água”, é uma doença causada por vermes parasitas do gênero Schistosoma. A transmissão acontece quando uma pessoa entra em contato com água doce contaminada, onde vivem caramujos infectados. Os primeiros sintomas podem aparecer entre duas e seis semanas após a infecção, e a doença pode evoluir para uma fase crônica.
Nos casos mais graves, a doença pode provocar aumento do fígado e do baço, hemorragias e outras complicações que podem levar à morte. No Brasil, o tratamento tradicional utiliza principalmente o praziquantel, distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até então, o protocolo do Ministério da Saúde recomendava, de maneira geral, que a formulação convencional não fosse utilizada em crianças menores de 2 anos.
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O novo medicamento foi desenvolvido especificamente para facilitar a administração em crianças pequenas. O arpraziquantel é uma formulação pediátrica que atua diretamente sobre os vermes, provocando espasmos musculares e paralisia nos parasitas e danificando a estrutura que os protege do sistema imunológico. Com isso, o organismo consegue eliminar os vermes.
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A nova terapia será produzida no Brasil pela Fiocruz, por meio de uma transferência de tecnologia com a Merck, e deverá integrar o catálogo de medicamentos do SUS. A aprovação é considerada uma ampliação das possibilidades de tratamento da esquistossomose entre crianças pequenas, especialmente em regiões onde a doença permanece relacionada ao contato com água contaminada e ao saneamento precário.