Columvi será usado em adultos com doença recorrente ou resistente ao tratamento e sem indicação para transplante de células-tronco
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Columvi (glofitamabe) para o tratamento de adultos com um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20).
O medicamento é indicado para pacientes com linfoma difuso de grandes células B que tiveram retorno da doença ou não responderam aos tratamentos anteriores e não podem ser submetidos a transplante autólogo de células-tronco.
Segundo a Anvisa, o Columvi deverá ser utilizado em combinação com os medicamentos gencitabina e oxaliplatina. A aprovação representa uma nova alternativa para pacientes que enfrentam formas recorrentes ou resistentes da doença e possuem opções terapêuticas mais limitadas.
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O Columvi pertence à classe dos anticorpos monoclonais biespecíficos. O medicamento atua ligando simultaneamente proteínas presentes nas células tumorais e nas células de defesa do organismo, ajudando o sistema imunológico a identificar e destruir as células do câncer.
O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático e reúne mais de 20 subtipos. Entre eles, o linfoma difuso de grandes células B é o mais comum entre os tipos agressivos e costuma apresentar evolução rápida.
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A doença pode atingir pessoas de diferentes idades, mas a ocorrência aumenta com o avanço da idade. A aprovação do novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes que tiveram recaída ou não responderam às terapias anteriores.