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Anvisa aprova testes em humanos de vacina brasileira contra a malária
Foto: Mufid Majnun/Unsplash

Fórmula de vacina contra a forma mais comum de malária no Brasil foi desenvolvida pela UFM e USP em parceria com o laboratório Cristália

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina brasileira desenvolvida para combater a malária causada pelo Plasmodium vivax. O imunizante foi criado pelo CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e o laboratório Cristália.

 

A Vivaxin é voltada para uma espécie do parasita para a qual ainda não existe vacina disponível no mundo. Os dois imunizantes contra a malária atualmente recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), RTS,S/AS01 e R21/Matrix-M, são direcionados ao Plasmodium falciparum, outro tipo de parasita.

 

A primeira etapa dos testes será um estudo clínico de fase 1, com 48 voluntários saudáveis entre 18 e 59 anos que não tiveram malária anteriormente. Os participantes serão divididos em grupos para receber diferentes doses da vacina ou placebo, em um esquema de três aplicações com intervalo de 28 dias.

 

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Nessa fase, os pesquisadores vão avaliar principalmente a segurança do imunizante, as possíveis reações provocadas pela aplicação e a capacidade de estimular uma resposta do sistema imunológico. O acompanhamento dos voluntários está previsto para durar 360 dias, e os resultados serão usados para orientar as próximas etapas da pesquisa.

 

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A importância do desenvolvimento está relacionada à presença do P. vivax no Brasil e em outras regiões das Américas e da Ásia. Segundo dados da OMS, o parasita provocou cerca de 9,9 milhões de casos de malária em 2024 e respondeu por 63,1% dos casos estimados nas Américas naquele ano. Caso a Vivaxin demonstre segurança e eficácia nas etapas seguintes, poderá se tornar uma nova ferramenta de combate à doença. 

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