Governo quer criar rede de hospitais inteligentes e aposta em tecnologia para agilizar diagnósticos e atendimentos
A Anvisa está avançando na criação de regras para o funcionamento de hospitais inteligentes no Brasil unidades de saúde integradas com sistemas de inteligência artificial. A iniciativa ganhou força após o governo federal negociar investimentos para a construção do primeiro hospital público desse tipo no país, que deve ser instalado na Universidade de São Paulo (USP).
Para entender modelos já consolidados, representantes da agência e do Ministério da Saúde viajaram à China, onde visitaram hospitais que utilizam IA em larga escala. A ideia é trazer referências e adaptar boas práticas ao sistema brasileiro.
O projeto prevê um investimento de cerca de US$ 300 milhões, obtido junto ao Novo Banco de Desenvolvimento, instituição ligada aos países do Brics e atualmente presidida por Dilma Rousseff. O recurso será utilizado para a criação de uma Rede Nacional de Hospitais Inteligentes.
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Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a previsão é que o primeiro hospital esteja pronto até 2029. Ele afirma que o projeto já conta com garantias institucionais para ser concluído, independentemente de mudanças políticas futuras.
Na China, cidades como Shenzhen se destacam pelo uso avançado da inteligência artificial na saúde. Entre as aplicações estão a análise de exames, apoio ao diagnóstico clínico, monitoramento de pacientes e integração de dados entre profissionais e unidades de atendimento. A tecnologia tem contribuído para reduzir o tempo de espera e aumentar a precisão dos diagnósticos.
No Brasil, a proposta é que esses recursos ajudem a agilizar atendimentos, reduzir o tempo de internação e melhorar o acompanhamento de casos mais graves. Além disso, a integração digital pode facilitar a troca de informações entre especialistas de diferentes regiões.
Para acelerar a regulamentação, a Anvisa incluiu o tema no seu Comitê de Inovação, responsável por dar mais rapidez a processos estratégicos. A ideia é estabelecer diretrizes tanto para o uso da inteligência artificial em hospitais públicos quanto privados.
A agência também avalia incorporar a tecnologia em seus próprios processos internos, como na análise e liberação de medicamentos, buscando maior eficiência sem substituir a atuação técnica dos profissionais.
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O avanço dos hospitais inteligentes representa um novo passo na modernização da saúde no país, com potencial para transformar o atendimento e ampliar o acesso a diagnósticos mais rápidos e precisos.