Agência proíbe canetas irregulares e prepara nova norma que será apresentada ainda em abril
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem ampliado o controle sobre as chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos injetáveis usados no tratamento de diabetes e obesidade, diante do crescimento acelerado da procura e do aumento de irregularidades no mercado.
Nos últimos meses, a agência adotou uma série de medidas para reforçar a segurança dos pacientes, com foco principalmente na importação, comercialização e manipulação desses produtos. O objetivo é impedir a circulação de versões irregulares, muitas vezes vendidas pela internet ou trazidas do exterior sem qualquer tipo de controle sanitário.
Uma das principais ações foi a proibição de medicamentos sem registro no Brasil. Produtos como Gluconex e Tirzedral, por exemplo, foram vetados pela Anvisa por não apresentarem garantia de qualidade, eficácia ou segurança. A decisão também determinou a apreensão e proibiu o uso, a venda e a importação desses itens em território nacional.
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Além disso, a agência vem revisando as regras para a manipulação de substâncias utilizadas nessas canetas, como semaglutida e tirzepatida. Essas substâncias exigem alto padrão de controle, principalmente por serem aplicadas por via injetável, o que aumenta os riscos caso não haja esterilidade e pureza adequadas.

Foto: Reprodução
Outro ponto de atenção é o mercado paralelo. A Anvisa alerta que muitos desses produtos são vendidos sem autorização, especialmente nas redes sociais, o que representa risco direto à saúde. Sem registro sanitário, não há como garantir a procedência ou monitorar possíveis efeitos adversos, dificultando qualquer ação em caso de problemas com pacientes.
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A importação também entrou no radar. De forma geral, medicamentos sem registro só podem ser trazidos ao país em situações excepcionais, com prescrição médica e para uso pessoal. Porém, quando há proibição específica da Anvisa, como em alguns casos recentes, nem mesmo essa possibilidade é permitida.