Nova terapia aprovada promete aumentar a sobrevida e ampliar as chances de remissão em pacientes com linfoma que não respondem aos tratamentos convencionais.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento glofitamabe (Columvi®), uma nova opção terapêutica para pacientes adultos com Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), um dos tipos mais agressivos de câncer do sangue. O tratamento é destinado a pessoas cuja doença voltou após o tratamento inicial ou não respondeu às terapias convencionais.
A nova medicação poderá ser utilizada por pacientes que já passaram pela primeira linha de tratamento e não podem ser submetidos ao transplante autólogo de células-tronco, além daqueles que estão na terceira linha de tratamento ou em estágios mais avançados da doença.
O Linfoma Difuso de Grandes Células B representa cerca de um terço dos casos de linfoma não Hodgkin e é considerado o subtipo mais frequente da doença. No Brasil, aproximadamente quatro mil novos casos são diagnosticados anualmente. Embora muitos pacientes respondam bem ao tratamento inicial, cerca de 40% apresentam recaída ou resistência à terapia, reduzindo significativamente as opções de tratamento e as chances de sobrevivência.
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O glofitamabe pertence à classe dos anticorpos biespecíficos, uma tecnologia que estimula o próprio sistema imunológico a combater o câncer. O medicamento atua ligando as células de defesa do organismo às células tumorais, facilitando o reconhecimento e a destruição do tumor de forma mais direcionada.
A aprovação da Anvisa foi baseada nos resultados do estudo internacional de fase III STARGLO. A pesquisa demonstrou que a combinação do novo medicamento com quimioterapia reduziu em 41% o risco de morte em comparação ao tratamento convencional. Além disso, mais da metade dos pacientes tratados com a nova terapia alcançou remissão completa da doença, índice superior ao observado com o protocolo padrão, além de apresentar redução de 63% no risco de progressão do câncer.
Outro diferencial do tratamento é sua duração fixa. O medicamento é administrado por infusão intravenosa em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação, durante aproximadamente 8,3 meses. Após a conclusão dos 12 ciclos previstos, o paciente pode permanecer sem novas aplicações, preservando a qualidade de vida e reduzindo a necessidade de tratamentos contínuos.
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Especialistas avaliam que a aprovação representa um importante avanço para pacientes com poucas alternativas terapêuticas, especialmente aqueles que não têm acesso a tratamentos mais complexos, como a terapia CAR-T. A expectativa é de que a nova opção amplie as possibilidades de controle da doença e aumente as chances de remissão em um grupo considerado de alto risco.